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A joqueta brasileira Jeane Alves foi convidada para montar no dia 22 de novembro no Hipódromo Miguel Salem Dibo, em Guayaquil, Equador, a COPA DEL TURFE, que ocorrerá com 8 joquetas de nacionalidades diferentes.
O Hipódromo Nacional Miguel Salem Dibo (historicamente conhecido como Hipódromo del Buijo) é o único Hipódromo em atividade no Equador. Antes de sua construção em 1980, as corridas eram centralizadas no Hipódromo de Santa Cecilia.
Mas, com o rápido crescimento urbano e a expansão imobiliária de Guayaquil na década de 1970, o terreno do Hipódromo de Santa Cecilia foi loteado para urbanização. Durante esse período de transição — no qual as atividades turísticas e de corridas chegaram a ser levadas temporariamente para o Hipódromo Costa Azul, em Salinas, cidade litonânea do Equador — enquanto lideranças do turfe local mobilizaram–se para projetar um novo complexo moderno e definitivo.
A Construção do Hipódromo del Buijo – 1980
Sob a liderança e visão técnica do engenheiro Miguel Salem Dibo — Proprietário, Criador, expressivo dirigente do Turfe e também dono de uma grande construtora —, foi selecionada uma extensa área na zona rural conhecida como Buijo, próxima ao Rio Daule, a aproximadamente 15 km do centro de Guayaquil.
Com uma pista oval de areia com 1.600 metros de extensão por 22 metros de largura, o novo Hipódromo del Buijo foi inaugurado em 1980, contando com uma Vila Hípica para abrigar cerca de 300 cavalos em suas cocheiras.
Em 2006, por iniciativa da imprensa especializada e de entidades hípicas equatorianas, o hipódromo teve seu nome oficial alterado para Hipódromo Miguel Salem Dibo. A homenagem em vida imortalizou o engenheiro, considerado o "patriarca do Turfe equatoriano" por ter projetado e impulsionado a criação do cavalo de corrida PSI no país.

Tribunas do Hipódromo
O Hipódromo mantém a tradição das reuniões semanais, promovidas aos domingos, e sedia as provas de maior relevância do calendário nacional, como: O Clásico Velocidad – Ingeneiro Miguel Salem Dibo, as etapas da Tríplice Coroa Equadoriana e o Derby Nacional.
A Copa del Turfe, que contou com versões em anos anteriores, contará até o momento com as seguintes joquetas convidadas e confirmadas:
1 – Martina Rojas, dos Estados Unidos
2 – Maria Eugênia Schneider, da Argentina
3 – Lesly González, do Chile
4 – Fernanda Rodriguez, do Uruguai
5 – Kitsy Ycasa, do Equador
6 – Nieves Gavidia, do Perú
7 – Carol Cedeño, de Porto Rico
8 – Jeane Alves, do Brasil
Entre as joquetas da lista, a mais vitoriosa e de maior destaque internacional é a porto–riquenha Carol Cedeño, seguida de perto no cenário sul–americano pela brasileira Jeane Alves.

Carol Cedeño (Porto Rico) — A mais vitoriosa. É radicada nos Estados Unidos há muitos anos, é uma das profissionais de maior sucesso nos hipódromos norte–americanos (com forte presença no circuito de Delaware Park, onde conquistou múltiplas estatísticas. Já ultrapassou a marca de 1.300 vitórias na carreira e acumula dezenas de milhões de dólares em prêmios para os proprietários. É amplamente reconhecida como uma das joquetas mais consistentes e vitoriosas do turfe das Américas.
Jeane Alves (Brasil) — É a maior referência do turfe brasileiro e sul–americano. Com mais de 700 vitórias no currículo, é uma verdadeira lenda do turfe nacional. Foi primeira joqueta brasileira a vencer uma prova de Grupo 1, quando em 2010, levou Equitana, do Haras Europa, a vitória no GP João Cecílio Ferraz.

Martina Rojas (EUA): Jovem aprendiz/joqueta que vem ganhando espaço no circuito norte–americano (com passagens por Monmouth Park e Maryland), mas ainda no início de trajetória em comparação aos números consagrados de Cedeño.

Maria Eugênia Schneider (Argentina), Lesly González (Chile), Fernanda Rodriguez (Uruguai), Kitsy Ycasa (Equador) e Nieves Gavidia (Peru): São profissionais conhecidas e respeitadas em seus respectivos países e circuitos locais, porém com volumes de vitórias e projeção internacional inferiores aos de Carol Cedeño e Jeane Alves.
Ainda não foi divulgado como será o torneio, se apenas com um páreo ou pelo sistema de pontos com vários páreos.
A repercussão do torneio está muito grande em Guayaquil, inclusive com diversas solicitações de inclusão de outras joquetas não inicialmente convidadas. É o caso de Yarmarie Correa, joqueta Panamenha que atua profissionalmente com destaque no turfe americano.
Ela se transferiu para o circuito norte–americano, conquistando grande espaço no meio–oeste dos EUA (em hipódromos de Ohio como Thistledown e Belterra Park). Logo no início da carreira nos EUA, destacou–se a ponto de ser finalista do prestigiado Eclipse Award na categoria de Jóquei Aprendiz em 2020. Hoje em dia acumula mais de 500 vitórias no turfe norte–americano.
Da Redação