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Bombas do JCB não funcionaram.
Com chuvas fortes na madrugada de sexta para sábado, 3, várias ruas da Vila Lagoa, dentre elas a, Rua 1 e Rua 5, tiveram suas cocheiras alagadas.
Treinadores tiveram que remover seus animais para boxes de cocheiras que não foram atingidas pelas chuvas. Perderam–se muitas camas de serragem. O Hipódromo da Gávea conta com 2.000 boxes, sendo que a crise que vem atingindo o turfe, faz com que apenas em torno de 630 animais estão alojados na Gávea.
O fator principal que fez com que as cocheiras alagassem foi a falta de energia, ocorrida desde as primeiras horas da manhã de sábado, em plena chuva forte. A energia é distribuída pelo próprio JCB, através de sub–estações elétricas internas (o JCB compra energia em alta tensão, e através das Sub–estções baixa a voltagem e distribui para cocheiras, iluminação, casas, bombas e etc. É esta energia que alimentam as bombas de recalque responsáveis pelo controle do nível da água de chuva.
Sem energia elétrica, as bombas não funcionaram e somado ao não funcionamento do Gerador a diesel, que deveria entrar em ação para gerar energia às bombas, mas também não funcionou, gerando um caos desnecessário e stress gratuito para com os cavalos, pois as águas começaram subir de nível e a entrar dentro dos boxes.

Cocheira atingida pelo nível da água de chuva
Tanto as Sub–estações, quanto o gerador são antigos e não funcionaram. Equipamentos antigos merecem muito maiores cuidados de manutenção e cuidados especiais, que por sua vez, necessitam de mais atenção e recursos, porém é o que tem salvo esporadicamente as cocheiras em relação às chuvas torrencias.
É necessário que a diretoria do Jockey entenda que manter equipamentos necessários e indispensáveis à atividade não é despesa, é investimento, já que estes são antigos e necessitam de maior cuidado, manutenção, checagem e rechecagem, para estarem aptos quando forem necessários.
Recentemente, por conta de um alagamento em uma sub–estação junto às pistas de corridas do hipódromo, apagou um grande trecho de refletores, e fez com que o Jockey interrompesse as corridas mais cedo, por falta da iluminação da pista deste trecho escuro, e que seria um risco absurdo correr sem luz numa noturna.

Cocheira na Rua 5, também atingida pelo nível de água da chuva. Foto tirada na parte da tarde quando o nível já estava baixando.
A obsessão em economizar recursos – marca tradicional desta gestão – retirando–os das verbas necessárias para a manutenção de bombas, de sub–estações, de cabeamentos elétricos e outros desta natureza, é um retrocesso gerencial, pois, uma hora a conta chega, e chega bem maior.
No caso do alagamento deste sábado das cocheiras da Vila Lagoa, o mínimo que o JCB poderia fazer é o que fez, repôs gratuitamente a serragem perdida nos boxes alagados, sem custo para os treinadores. Mas deveria vir acompanhado de um pedido de desculpas, por ser falha evidente do Jockey Club.
Economizar em manutenções é deixar escamoteado um grande passivo para futuras administrações.
Da Redação