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O encerramento da extraordinária carreira do jóquei, Jorge Antônio Ricardo, recordista mundial, com 13.382 vitórias, já tem data marcada. Depois de conversar com o lendário colega de profissão, Lanfranco Dettori, que se despediu das pistas aqui na Gávea, depois de realizar turnê mundial em vários hipódromos, o piloto italiano escreveu os últimos capítulo da sua jornada aqui na América do Sul. E foi na Gávea, que fechou o ciclo, depois de passar por Uruguai, Argentina e Peru. Ricardinho pretende fazer trajetória semelhante, para se despedir dos fãs, de outros países, e, principalmente dos brasileiros.
"Vou começar pela Argentina. Já estive por lá esta semana. E os dirigentes de San Isidro e Palermo viram com simpatia a minha iniciativa. Depois de ter contato com o Dettori comecei a amadurecer esta ideia", afirma Jorge Ricardo.
O acidente que vitimou Leandro Henrique também impactou bastante esta decisão de parar de montar. Ricardinho admite ter sentido tristeza profunda com a fatalidade de um colega de profissão ainda jovem e com enorme futuro pela frente. "Passou pela minha cabeça um filme da série de acidentes que passei. E agora, que vou completar 65 anos, já pulei um monte de fogueiras pela minha vida profissional afora", explica.
Depois da Argentina Jorge Ricardo pretende montar na Venezuela, Uruguai, Chile e Peru. Talvez até na Guiana, de onde teve ótimas referências de outros jóqueis brasileiros que atuam por lá. Depois, de volta ao Brasil, vai passar um final de semana em cada um dos hipódromos do Brasil, todos, segundo ele, importantes na sua imensa quantidade de triunfos, responsáveis por ser o jóquei com maior quantidade de vitórias do planeta.
"Vou montar em Cidade Jardim, onde fui sempre bem acolhido, Cristal, onde meu pai, Antônio Ricardo, escreveu linda história, Tarumã, lugar ótimo de montar e num momento espetacular, e, se Deus quiser ir até o Nordeste, atuar em Recife, para dar um abraço nos turfistas pernambucanos, tão devastados com a perda do seu melhor jóquei, o L. Henrique. E também, se possível, em Fortaleza e Sobral, com gente que ama o turfe".
O encerramento da jornada será na Gávea. Jorge Ricardo quer se despedir das pistas no lugar onde ganhou mais páreos dos tantos por onde passou. E na prova em que viveu os dois dias mais felizes de sua vida, no dorso de Falcon Jet, do Haras Santa Ana do Rio Grande, em 1992, e, Much Better, do Stud TNT, em 1994.
"Aqui em casa, na Gávea, será o último dia desta minha história. No GP Brasil de 2027. Quem sabe não chego ao tricampeonato da prova. O melhor lugar do mundo para mim. Até uma estátua consegui conquistar. Acho que fiz por merecer esta glória. Montar cavalos de corrida me permitiram até virar artista de cinema", brinca e solta gargalhada, numa referência ao filme "Photochart , nascido para vencer, em cartaz nos cinemas de todo o Brasil.
Da Redação