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No sábado tivemos o festival ABCPCC na Gávea. Logo no primeiro páreo do festival, após a vitória de LIKE IT HOT (Arrocha), tive a ideia de escrever um artigo destacando a influência do Haras Santa Maria de Araras nas linhas baixas dos vencedores do festival. Como o Araras é uma força incomum na América do Sul e está em fase iluminada, os resultados seguintes foram dando cada vez mais material para minha dissertação. Então, vamos apresentar a origem das linhas baixas vitoriosas que remontam ao Haras Santa Maria de Araras.
LIKE IT HOT – Arrocha em Ladina por Put It Back

Oriunda da família 13–c através da importação mais importante feita pelo haras, a americana Sarah Gamp. Esta irmã do reprodutor sensação na década de 1980, Present the Colors, foi comprada em leilão por 17 mil dólares em 1986. Com uma pletora de ganhadores clássicos ligados ao seu nome, destaco Sally Girl (G1) e irmã da continuadora da linha no Brasil, Hello Sally. Através de sua filha, nascida na Argentina e colocada clássica Hello Charlotte, acrescentamos sua filha Beach Ball (G1) e a colocada clássica Rebeca Lynn, a vovó da ganhadora de sábado.
Linha Baixa – Ladina – Rebecca Lynn – Hello Charlotte (ARG) – Hello Sally (ARG)
OFF THE CLOCK – Put It Back em Double Talk por Wild Event

Oriundo da família 7, através da compra da argentina Gas Mask, criada no Haras Upper Cut. Gas Mask, que foi ganhadora clássica de G2 no Brasil, produziu 4 ganhadores clássicos. Slew In Mask (G1), Quip Mask (G1), On The Top (G2) e Never Be Bad (G3). Excelente importação. A sequência veio através da americana Fricote, criada pelo Araras em sua seção americana. Ela por sua vez produziu na Argentina a Frieda Fritz (G2) e a French Riviera, mamãe dos clássicos Go To Riviera (G3), Fanciful (G1) e Double Talk (G3) e do vencedor, criado pelo Araras em Bagé.
Linha Baixa – Double Talk – French Riviera (ARG) – Fricote (USA) – Quip Mask
PASSION OF DETAIL – Hofburg em Gucci Star por Wild Event

Oriunda da família 13–c, Sarah Gamp novamente inicia nossa jornada. Aqui através de sua filha, a americana Freluche que produziu Pára–Choque (G1), além de Jenny Jacquet, sua primeira cria e continuadora da linha. Ela por sua vez foi uma boa corredora que nos brindou com a produção da joia Smile Jenny (G1). Aqui nem preciso gastar com adjetivos. Ela também produziu Booty, que não foi nada demais em pista ou na reprodução, mas manteve a chama acessa através de sua primeira cria, a mamãe Gucci Star, que sábado produziu seu primeiro produto clássico.
Linha Baixa – Gucci Star– Booty – Jenny Jacquet – Freluche (USA)
SUMMER DO IGUASSU – Camelot Kitten em Catch a Wave por Wild Event

Oriunda da família 10–d através da compra da argentina Requisa, irmã inteira do ganhador do GP 25 de Mayo, Redtop. Dela saiu Revival (ARG), que nos trouxe Revisa (ARG). Ela teve produção clássica no Brasil através de TAWANNA (G1) e de Azzedine, colocada em G1. A sua filha Fit To Fly produziu 3 ganhadores clássicos, Montardon (G2), Time To Fly (G3) e Must Be Flying (G1), sendo esta última a mãe de Catch a Wave, uma ganhadora de prova comum que é a mamãe da vencedora do Matias Machline.
Linha Baixa – Catch a Wave – Must Be Flying – Fit To Fly – Revisa (ARG)
ON THE END – Emcee em Dead End, por Wild Event

Cria da casa, oriunda da família 16–g, a melhor milheira do Brasil. Esta história começa lá atrás com a compra de Aciana, uma filha Pewter Platter em Jaciana, criada no AP Haras São Luiz S/A e que foi produtora clássica através da inesquecível Queen Cell (G1) e de Rhosllaner (LR). Exatamente através do ramo de Queen Cell, ela mesma produtora clássica através de Henry the King (G2), Beauty Queen (G1), Along the Way (LR) e de Careless Queen (G3), sua filha e continuadora do ramo. Ela, que produziu Nomenclature (G3) e Paradise Queen (G2), a última uma produtora clássica com seus filhos Feliz Rainha (LR) e Vôo Livre (G2) e que fez o ramo seguir através de sua filha Dead End, a simplesmente mamãe da milheira citada e ainda do campeão do Troféu Mossoró Plano B.
Linha Baixa – Paradise Queen – Careless Queen – Queen Cell – Aciana
Enfim, o maior haras do Brasil no atual momento, produz e alimenta diversos criatórios no Brasil e no exterior. Espero que a pesquisa tenha sido válida para vocês viajarem em mais de 50 anos de criação Araras no Brasil, Argentina e EUA. Até uma próxima oportunidade.