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Está chegando um dia especial, os 100 anos de Hipódromo da Gávea. Publicado hoje na revista Veja Rio, uma bonita matéria sobre os 100 anos, em que a Veja Rio reconhece o momento atual do Jockey Club Brasileiro: um clube vivo, que valoriza suas raízes no turfe e abraça a cidade com cultura, lazer e experiências para os cariocas, e com tradição.
Como tudo começou
O início de tudo foi em 5 de fevereiro de 1849, posse da primeira diretoria do Club de Corridas.
Para que se compreenda melhora a cronologia, no dia 6 de março de 1847, foi publicado no Jornal do Commercio, um tipo de convocação para uma instituição de atividades turfísticas no Brasil, origem da fundação do Club de Corridas, uma sociedade anônima. Os subscritores da iniciativa foram convidados para uma reunião no dia 15 de julho do mesmo ano, em uma sala da assembleia do Cassino, defronte do Passeio Público, quando foi instalada a associação, discutido seus estatutos e eleita sua diretoria. O grupo do Club de Corridas era formado por Luis Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias, o coronel Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão, o cirurgião Antonio da Costa, o corretor de fundos Henry Harper, o agricultor e capitalista comendador Teles, o major João Guilherme Suckow, Alexander Reed e o Barão do Rio Bonito. O secretário da nova sociedade, João Pereira Darrigue Faro, segundo barão e primeiro visconde do Rio Bonito, em nome de seu primeiro presidente, Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias, convocou os diretores do Club de Corridas à uma reunião, no dia 6 de dezembro, para tratar–se da comprar de um terreno.
Em 1849, o terreno chamado “Chácara do Damião”, já adquirido, passa a se chamar oficialmente Prado Fluminense.
Em 5 de fevereiro de 1849, assume uma nova diretoria, com João Pereira Darrigue Faro como presidente, Leopoldo Augusto da Camara Lima como vice–presidente e Marianno Procópio Ferreira Lage como Secretário.
A primeira corrida do antigo Prado Fluminense

Prado Fluminense, no bairro do Rocha, onde atualmente é o Quartel do Exército
A pista ficou pronta, e logo ocorreu a primeira corrida em 01 de novembro de 1850, com 4 páreos. A pista tinha 480 braças, equivalente a 1056 metros. Na época os cavalos eram naturalmente os que corriam mais, oriundos de diversos locais, chamados de “peludos”. Uma das linhas de pesquisa é que parte desses cavalos é originário do cruzamento dos descendentes dos cavalos reais de Don João VI, que vieram de Portugal, em 1811. Os cavalos da realeza eram fortes, com muito fôlego e mais altos e fortes do que os cavalos nativos.
Em 1º de abril de 1951, o Prado Fluminense é arrendado ao Major Suckow, então muito rico e concessionário das linhas de transporte (a cavalos e burros) da Cidade do Rio de Janeiro.
Em 13 de junho de 1851, nova inauguração do Prado Fluminense, agora sob gestão de Suckow, contou com a presença de Suas Majestades, D. Pedro II e Imperatriz Teresa Cristina.
Em 14 de setembro de 1851, a segunda corrida sob administração de Suckow, e novamente com o comparecimento de Suas Altesas, D. Pedro II e a Imperatriz.
O Hipódromo Brasileiro, carinhosamente chamado de Hipódromo da Gávea
E dai, pulamos para 11 de julho de 1926, quando o Jockey Club negociou o terreno do Prado Fluminense com a prefeitura e adquiriu o terreno da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde construiu o Hipódromo Brasileiro.
Para a inauguração, ocorreram corridas teste na semana anterior, Missa na véspera, além de outras solenidades e inauguração de placas de homenagem.

Foto após a benção ao novo hipódromo
A inauguração, em 11 de julho foi perfeita, linda festa, grande público, tempo bom, e corridas maravilhosas, de encantar o público. Na quela época, mais de 90% dos sócios do Jockey Club eram turfistas, contrastando com a realidade atual, em que dos mais de 5000 sócios atuais, apenas em torno de 2,5% são turfistas.

Uma das fotos mais antigas do Hipódromo da Gávea, quando a pista de grama fazia limete com as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas
Em 13 de Julho, dois dias após a inauguração, ocorreu uma elegante e exuberante festa no Copacabana Palace.
Dia 15, houve o concorridíssimo baile no Salão de Rosas do Hipódromo.
Resta saber agora em que dia e local será a festa da comemoração dos 100 anos do hipódromo Brasileiro, afinal o jockey é ou não é um clube de tradição ?
Da Redação