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Encerrada em 03/06/2025, por questões de atrasos financeiros por parte do JCSP, o JCB e o JCSP anunciaram hoje o retorno da Pedra Única, que oficialmente ocorrerá a partir de 1º de julho de 2026.
Com a nova diretoria do turfe paulistano, contatos foram realizados para a viabilizar a reefetivação da Pedra Única entre as duas entidades. E deu certo.
Para quem não lembra, a Pedra Única ficou anos e anos para ser implementada. Dificuldades e má vontade, ora de uma , ora de outra das duas entidades, sempre com empecilhos, ora adiavam novamente a tão sonhada Pedra Única ,que ,em princípio ,elevaria os MGA’s pois permitiria a captação de apostas mais altas sem deprimir os respectivos rateios, já que toda a massa do jogo ficaria concentrada em um único pote.
Implementada em 11/02/2023, com atraso de 13 anos, sob aplausos de todos, gerava dúvidas por parte de alguns apostadores, já que o movimento de apostas havia diminuído muito nestes 13 anos inertes, o que talvez justificasse mais a unificação.
A Pedra Única chegou a funcionar com o JCB, JCSP, Paraná e Rio Grande do Sul. Mas também poderiam interligar Recife e Pelotas, pois dariam um grande impulso para estes hipódromos co–irmãos. Lagoinha, no Centro Oeste, na época não realizava corridas. Voltou em março passado com a nova diretoria, entretanto, incompetência e péssima gestão das diretorias anteriores , causaram este mês a cassação da Carta Patente, interrompendo a continuidade do retorno das corridas . A atual gestão, já está em conversas com o MAPA para a retomada das atividades.
O mais inacreditável é que, em 2010, foi elaborado o Projeto Turfe Forte, desenvolvido por renomada empresa de consultoria internacional , a DEXTRON Management Consulting, contratada à época pela APFT por meio de contribuições financeiras de criadores e proprietários do Rio e de São Paulo.
O trabalho foi entregue em abril de 2010, em solenidade no Jockey Club de São Paulo, contando com a presença dos maiores expoentes do turfe nacional, inclusive com a da D. Margarida Polak Lara, na época com 104 anos.
O elogiadíssimo trabalho recomendava os passos primordiais que a atividade deveria seguir para sair da crise .
O trabalho demandou intensos estudos, não só no âmbito nacional com as instituições de turfe, mas também com a área governamental. E não foi só isso, foram estudados os modelos do turfe internacional, inclusive com viagens e pesquisas nos Estados Unidos, França,Austrália , Japão e outros países.
O mais impressionante é que entre as diversas recomendações apresentadas pelo PROJETO TURFE FORTE, a apontada como a mais importante e urgente era a adoção da PEDRA ÚNICA.
Donde se conclui que estamos somente 16 anos “parados no tempo” , vendo o barco afundar.
Hoje, 2026, após 16 anos do Turfe Forte, o turfe se encontra em situação muito pior, com os MGA’s da Gávea e de Cidade Jardim despencando continuamente, sem que nada se faça de concreto para tentar reverter a situação. Festas e viagens há muitas, mas não há estudos divulgados e muito menos metas traçadas para elevar o MGA. Projetos de marketing, então, nem pensar .
E se falarmos então em jogo paralelo, que é o principal concorrente do nosso MGA, não se sabe quais as razões que o JCB não o combate energicamente. Comenta–se que em passado recente, um sócio do clube chegou a fornecer nomes e whatsApps de banqueiros do jogo paralelo à diretoria sem que qualquer providência tenha sido tomada.
Sem dúvida, a Pedra Única, a 16 anos atrás, pode trazer algum alento, mas não se deve imaginar que de per si irá resolver os problemas do turfe.
O Raia Leve, sempre realista, não esquece do passado.
Da Redação