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Zucca Baby escreve pela 7ª vez o nome de Venâncio Nahid na história do GP Brasil
Aos 65 anos, e utilizando sempre o mesmo paletó, arma secreta vestida por sete vezes na maior prova do turfe nacional para lhe dar sorte, Venâncio Nahid conquistou o Grande Prêmio Brasil mais uma vez em 2026. Depois de seis triunfos inesquecíveis obtidos anteriormente com os craques, Flying Finn, Velodrome, Jeune–Turc, Barolo, My Cherie Amour e Pimper’s Paradise, chegou a vez de Zucca Baby, num tricampeonato do Haras Doce Vale, que lhe fez ultrapassar os colegas Ernani de Freitas e Luiz Esteves, e ser o primeiro treinador brasileiro a alcançar seis vitórias no Grande Prêmio Brasil. Um dia muito especial para o filho do saudoso Alberto Nahid, seu pai, mentor, e responsável por sucesso na profissão de preparar puros–sangues de corrida para competir. Venâncio Nahid, o Neném, possui tantas qualidades como indivíduo, que as vezes as pessoas do seu convívio não podem evitar de enaltecer o profissional.
Líder da sua equipe, admirado por colegas profissionais e respeitado no meio turfístico pela mesma elegância de saber perder em proporção idêntica da humildade de ganhar, surpreendeu a todos na entrevista dada no pódio, quando elogiou demais o treinador, Luiz Esteves, responsável pelo puro–sangue, Oderich, do Stud Sampaio, em parceria com o Haras Cariri Pe, que depois de haver derrotado Zucca Baby, no Derby, foi derrotado para ele, na revanche do GP Brasil. Lembrou da dor da derrota que o colega deveria estar sentindo naquele momento, em que ele estava eufórico. Venâncio sempre foi assim pela vida afora, Elegante, leal, educado e um tremendo competidor. Um personagem grandioso no turfe nacional.
Oh Promise Me, do Haras Santa Maria de Araras, PSI melhor apresentado

Oh Promise Me após cruzar o disco do GP Roberto e Nelson Seabra
Roberto Morgado Neto brilhou na apresentação de Oh Promise Me, filha de Hofburg e Frutada, por Wild Event, no Grande Prêmio Roberto e Nelson Seabra, Grupo 1, cujo criador e proprietário, também foi o patrocinador da prova. Égua de expressiva campanha na esfera clássica, ela havia sofrido amarga derrota no Grande Prêmio Diana para Orange Riviera, do Haras Belmont. Desta vez obteve a forra numa linda joqueada do bridão, Valdinei Gil, um jóquei que não pode ser subestimado nos dias de provas de Grupo 1. Frio, calculista e clássico, ele sempre aparece nestas ocasiões. Parabéns para Betinho e para o Dragão. Irrepreensíveis no preparo e na joqueada para levantar a taça.
O duelo fantástico do GP Major Suckow

Vencedor do GP Brasil, Eletrizante Dollar por dentro e a excelente Pajama Party por fora
Nenhuma das provas programadas para a semana do Grande Prêmio Brasil foram aguardadas com tamanha ansiedade pelo público turfista do que o tradicional quilômetro do Grande Prêmio Major Suchow, Grupo 1. E que os idiotas da objetividade, como escreveria o lendário Nelson Rodrigues em uma de suas crônicas, nem me venham lembrar que o temo da Prova Especial foi melhor. Parabéns para o Haras Rio Iguassu, que além de ganhar com Eletrizante Dollar o Major Suckow, também faturou com a excelente velocista, Orange Riviera, o clássico, no final da tarde. As inscrições foram inteligentes e perfeitas, e, por isto os triunfos sorriram em ambas as ocasiões. Tempo é tempo. E turma sempre será turma, como dizia Heitor de Lima e Silva, o Bolonha.
A potranca Pajama Party, da nova geração do Haras Santa Maria de Araras, brindou o público com um duelo de tirar o fôlego com o recordista Eletrizante Dollar. Os dois correm demais. Para o roteiro ser impecável para o público de fãs e aficionados, que adoram as provas de velocidade, o resultado só não foi perfeito por que não houve empate. Ninguém merece perder determinados confrontos. Coisas da vida. Nos seus verdes 2 anos, que possui Pajama Party, travar um duelo deste padrão com um especialista e campeão e perder por diferença tão escassa é um pecado mortal. Mas, ela vai buscar a forra. Se existe verdade na vida turfística. Está é uma delas. Que venha a revanche! Nem me falem em história de desclassificação. Algumas derrotas precisam acontecer. É a inapelável lei da vida turfística.
Duas vitórias de Grupo 1 para os irmãos inteiros do Haras Belmont
Se alguns enredos mirabolantes já haviam sido escritos no sábado nos GPs Major Suckow e Roberto e Nelson Seabra, no domingo, estava preparado um fato inusitado e espetacular no turfe nacional. Pode passar pela cabeça de alguém, ser disputada uma prova de Grupo 1, o GP Jockey Club Brasileiro, em 1600 metros, na grama, em que estava em jogo a liderança da geração dos melhores puros–sangues de 2 anos do país, e, depois de vencer um craque, Plano B, criação do Haras Santa Maria de Araras, e propriedade do Haras Belmont, filho de Emcee e Dead End, e, 40 minutos depois a história se repetir Pois é amigos. Isto aconteceu no Hipódromo da Gávea no domingo do GP Brasil levantado por Zucca Baby.

Plano B
Depois do triunfo de Plano B, treinado por Maurício Oliveira, conduzido por Ruberlei Viana, criado no Haras Santa Maria de Araras, e com a farda do Haras Belmont, e com esta filiação citada.ganhar o Grupo 1 às 14h30. Passados 40 minutos, foi realizado o GP Presidente da República, Grupo 1, na mesma distância.

On The End, com a farda do mesmo proprietário, Haras Belmont, criado pelo mesmo Santa Maria de Araras, irmã inteira de Pano B, no mesmo percurso de 1600 metros, na grama, levantou a taça também, e também treinada por Maurício Oliveira. Uma diferença mínima. Fo conduzida por Altair Domingos, e não por Ruberlei Viana, o jóquei de Plano B.
Outro pequeno detalhe, para os observadores ilustres e imparciais, como sempre escreveu o saudoso jornalista, Marcos Ribas de Faria, o eterno Escorial, do Jornal do Brasil. Plano B assinalou 1m34s65 para os 1.600 metros, na grana. E, On The End baixou para 1m34s37. Coisas e fatos inesquecíveis deste eterno e lendário GP Brasil do ano de 2026.
Fotos: Sylvio Rondinelli/JCB