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Mais um ano, mais uma tríplice coroa disputada nos EUA. Com a reforma de Belmont Park terminando em pouco tempo e sua reabertura estando próxima, Saratoga fecha um ciclo de 3 anos em que o Belmont Stakes foi disputado em seu solo sagrado. Vou tratar um pouco do que aconteceu em pista, pincelando as curiosidades do resultado e mais tarde vamos a um perfil do cruzamento do campeão GOLDEN TEMPO (Curlin).
Em uma geração que não encanta, um filho de Curlin na tordilha Carrumba (Bernardini) "papou" as duas provas da coroa que disputou, chegando assim à sua terceira vitória de grupo no ano, a segunda de G1. Ele é treinado por Cherie DeVaux, uma ótima e jovem treinadora, que aprendeu os caminhos da vitória e da lida com os animais trabalhando nas cocheiras de Chad Brown. Cherie já vinha se destacando há algum tempo e entrou para a história com sua dupla vitória com GOLDEN TEMPO. Detalhe: ela é casada com David Ingordo, uma das maiores feras na seleção de animais na América. Além de seu ótimo trabalho, os resultados do castanho se destacaram após a colocação de antolhos bem rasos, que de alguma forma, ajudaram na concentração do animal e no amadurecimento de seu desempenho.
Na pista, nada de muito diferente do que a carreira do Kentucky Derby. Ele foi colocado em último por Jose Ortiz, um dos melhores e mais técnicos ginetes em atividade. Respeitando as características do animal, trouxe o cavalo para uma atropelada forte em que ele e Commandment rumaram firmes para decidir a carreira. Vantagem para GOLDEN TEMPO no final, mostrando sua superioridade na turma de 3 anos em páreos da milha e meia.
Criado em berço de ouro na Claiborne Farm por Phipps Stable & St. Elias Stables, que também são seus proprietários. ele é um filho de Curlin na Carrumba, que é uma filha de Bernardini. Cruzamento extremamente eficiente com mais de 24% de animais clássicos por produtos corridos e com ganhos em pista 4 vezes acima da média.
Seu pai, o consagrado Curlin faz mais de 10% de seus filhos clássicos e Bernardini, que teve todas as melhores oportunidades na Darley (atual Godolphin), supera seus concorrentes na categoria de avô materno em 50%. Esta é uma categoria estatística super apertada e competitiva. Como é de se esperar, um subgrupo de sucesso de um reprodutor deve melhorar sua média para ser considerada uma afinidade superior. Aqui, tanto no TrueNicks quanto no eNicks (Werk), o cruzamento saiu bem pontuado.

Carrumba, mãe de Golden Tempo
A matriz Carrumba é uma ganhadora de G3, que tem colocação clássica em provas de G1 e G2. Tem 2 produtos em corrida e obviamente a joia é o seu filho que venceu no sábado. Se formos buscar na linha baixa, o ramo da família materna tem sido produtor de cavalos ganhadores de grupo por 4 gerações ao menos. Pertencendo inclusive a este ramo, temos a inesquecível Heavenly Prize. Ela é uma filha de Seeking the Gold com currículo invejável. Enfim, estas foram as minhas observações sobre o Belmont Stakes de sábado. GOLDEN TEMPO se firma na liderança da geração, Cheri DeVaux entra de vez na briga pelo mais alto patamar entre os treinadores em atividade e um cruzamento que nos faz olhar para as linhas maternas produtoras e as afinidades que são verdadeiramente bem–sucedidas. E como sempre digo, cuidado sempre com os falsos profetas. Até uma próxima oportunidade.

Bernardini, pai de Carrumba
Antes de se provar uma grande mãe, Carrumba (por Bernardini) brilhou nas pistas de 2015 a 2017, vencedora clássica com 4 vitórias e grande regularidade em suas 15 apresentações, nas quais esteve ao menos na trifeta por 13 vezes, somando US$ 621,500 em premiações ganhas.