Victor Correa | Sfera 16.00 Normal 0 21 false false false PT–BR X–NONE X–NONE
Os treinadores do Jockey Club de São Paulo, endossados pelos do Paraná, não estavam brincando quando entregaram carta ao conselheiro José Mauro Marques, informando que não fariam inscrições enquanto três conselheiros não fossem afastados do clube, a começar pelo presidente, Sr. Marcelo Mota.
Relembrando: a carta dos treinadores, datada de 13 de janeiro, dava um basta ao estado caótico que se instalou no JCSP.
Nela se diziam cansados com o desrespeito e a falta de diálogo, meses de comissões não pagas e sequer qualquer sinal de solução por parte do clube. A carta ainda menciona a notícia de fraude na eleição do conselho, praticada por três dos seus membros. Afirmavam, também, que 19 de janeiro era o prazo final para a tomada de providências concretas pela direção do JCSP, bem como para a saída dos três conselheiros, posto estarem, supostamente, envolvidos em grave fraude eleitoral.
E foi o que aconteceu.
Sem providências concretas e sem a demissão dos três conselheiros, não houve inscrição.
Dante Casali, um dos conselheiros envolvidos, pediu demissão. Foi prudente, embora ainda seja passível de arcar com as consequências dos atos que lhe são imputados, tanto na esfera interna do JCSP, como fora dela.
Restam dois: Marcelo Mota, presidente do Conselho, um dos supostamente envolvidos, pediu licença médica. Os treinadores, contudo, não consideraram a licença suficiente, posto ser esse um mero subterfúgio, nada garantindo que logo adiante retome à presidência do Conselho. Exigem a renúncia. Caso não a ofereça, caberá aos demais conselheiros afastá–lo em definitivo, diante das evidências que foram apuradas.
Os treinadores paulistas têm o apoio da diretoria da ABCPCC, de toda a mídia que cobre a atividade e de 99,99% da coletividade turfística brasileira.
A voz do turfe diz que a soberba do presidente do conselho, ora licenciado, só agrava a situação, no que já é a mais profunda crise administrativa do JCSP em seus 150 anos de existência. Isso mesmo: 150 anos !!!!!!.
Fica a pergunta que não quer calar: quais são os interesses que levam uma pessoa a não largar o cargo diante de tal cenário ?
Da Redação