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Uma excelente notícia para o turfe. Dia 18, domingo, haverá programação no Hipódromo da Madalena, com a realização de 6 páreos, onde o ponto alto da reunião será a realização pela primeira vez do Grande Prêmio Mossoró, na distância de 2.100 metros, que irão inaugurar o prolongamento da reta, de modo que esta ficará com 500 metros de onde ficará o Startingate.
Mossoró nasceu sob o signo da vitória, no Haras Maranguape, Município de Paulista , Pernambuco, no dia 24 de Agosto de 1929, sendo registrado no STUD BOOK BRASILEIRO, à página 453 sob o nº 3250, filho do Paulista Kichner e da Clássica Pernambucana Galathea, este notável parelheiro soube com brilho enfrentar os expoentes da Raça, projetando o nome de Pernambuco no Turfe Brasileiro, e posteriormente o nome do Brasil nos maiores centros turfísticos da Europa, defendendo as cores ouro e azul em listas horizontais do Cel. Frederico J.Lundgren. No Hipódromo da Gávea, sua campanha se limitou aos anos de 1932 a 1933, onde em 23 apresentações, venceu 11 provas, obteve 11 colocações, e apenas em uma ocasião chegou descolocado. Foi no ano de 1933 que Mossoró, no apogeu de sua forma, conseguiu a sua consagração, assumindo a liderança do Turfe Nacional e Sul Americano nas estatísticas em prêmios ganhos com um total de 413.700$000.
Entre outras expressivas atuações nesta temporada, basta lembrar o estilo com que derrotou Young no G.P. Cruzeiro do Sul, 2ª Prova da Tríplice Coroa Brasileira, barrando as pretensões do potro da Coudelaria Paula Machado. A facilidade com que dominou os 2.400m. do G.P. 16 de Julho, prova de categoria internacional derrotando Young, Caicó, Niño, Capiberibe, Arranhacéu, Soneto e Concórdia, e finalmente, a garra exibida nos três quilômetros do G.P. Brasil, realizado no dia 06 de agosto, quando concorreu com 20 renomados estrangeiros e conseguiu uma sensacional vitória sobre o Argentino Belfort e o Uruguaio Bambú, deixando–os a pequena diferença, vindo a seguir na ordem de passagem seu companheiro Caicó, Suenio Largo (ARG), Bosphoré (FR), Myrthee (FR), Double Steel (ARG), Origans (ARG), Kelani (FR), Panache Royal (ARG), Carmal (FR), São Salvador (ARG), Farigel (URG), Niño (ARG), Ultrage (ARG), Bell Ideal (FR), Arranha Céu (IRE), e Padishah (ING).
Mossoró venceu sob a responsabilidade do Treinador Eulógio Morgado e teve com Jóquei o bridão nacional J.Mesquita. Marcou o tempo de 189” e 4/5 em pista de grama úmida, pagando pule de 35 mil e 400 réis por cada 10 mil. O prêmio da prova de 300 contos de réis, a maior dotação já paga na América do Sul.

Mossoró – Quadro de Cássio Mello – Acervo do JCB
Certamente que para um cavalo nascido e criado em Pernambuco, foi um feito excepcional merecedor de todos os elogios e um registro mais do que especial.
Este feito heróico é transmitido de geração a geração constituindo–se em uma página gloriosa da nossa HISTÓRIA TURFISTICA, que não pode ser esquecida. Por isso, o nome dele chegou a ser neste País, um Símbolo, e ainda em vida principiou–lhe a glorificação da lenda.
Sem adversários capacitados a enfrentá–lo, o Celebre Pernambucano encerrou a temporada, participando do G.P. DISTRITO FEDERAL, correndo na condição de “WALK – OVER”, floreando sobre a pista de grama, ao longo dos 3.000m., sob aplausos de uma multidão em delírio, que se despedia do ídolo maior, que partia para a Inglaterra, para continuar sua campanha, na soberana caminhada.
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Veja os páreo com retrospectos na Revista do JCPE:
http://www.raialeve.com.br/pdf/6_A_69694231b727f.pdf
Texto extraído da matéria na revista do Jockey club de Pernambuco, editada por Leo Uchôa.