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O incrível João Moreira, o Magic Man, passou por aqui

Tivemos corridas em três, dos quatro principais hipódromos do país. Gávea, Tarumã e Cristal. Tudo dentro da normalidade. E naquele, que na minha infância, há 67 anos atrás, era o mais bem resolvido do país, Cidade Jardim, a corrida foi cancelada, devido a justos protestos dos seus profissionais, jóqueis e treinadores, que vivem o pecado mortal de trabalhar sem receber.
Na Gávea, os turfistas cariocas tiveram o privilégio de receber a ilustre visita de João Moreira, o Magic Man. Ele montou nas corridas noturnas de segunda e terça–feira. Das oito montarias, somou quatro vitórias, através de L’ Ente Supremo, do Stud Slingerz Racing, no GP Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Classic Prospect, do Stud Verde, e, no dia seguinte, Rafa do Iguassu, e Nobre Reino, ambos do Haras Rio Iguassu. Carismático, atencioso e receptivo, deu atenção a todos, fãs, colegas e jornalistas. Na raia, ele é uma dor de cabeça para os adversários. Um craque, uma fera na arte de montar.

Um dos eventros já ocorridos no JC do Paraná
No Tarumã, as melhorias nas pistas, na infraestrutura do hipódromo, no partidor, e nas condições dentro e fora da raia, transformaram o ambiente numa grande festa, com as crianças correndo alegres para brincar, com os profissionais tendo boas condições de trabalho, e, as tribunas bem cuidadas para os aficionados.

Gulf do Jaguaretê
No Cristal tivemos Gulf do Jaguaretê, puro–sangue que do dia 8 de novembro de 2025, até a última quinta–feira, 8 de janeiro de 2026, alcançou o seu quinto triunfo consecutivo, com treinamento de R. Arias, e direção de C. D. Carvalho. Aos sete anos, o filho de Koller e Baby Bloom, por Public Purse, de propriedade de Vanessa Ruas e Diego Pauletto, desfila exibições de gala na raia gaúcha. Um imenso prazer vê–lo acelerar sem tomar conhecimento dos rivais.
Em Cidade Jardim, a reunião foi cancelada. Tivemos a Mesa do Turfe, com Jair Balla, e os craques Beto Romano e Francisco Bento. Tudo parecia correr bem. Mas, que nada. Nada de correr a prova inicial. E, de repente, as corridas canceladas, sem maiores explicações para o público turfista. Um lacônico pedido de desculpas. Só faltou um minuto de silêncio. O turfe paulista atravessa crise sem precedentes. E os profissionais de turfe, com os seus boletos atrasados, decidiram correr atrás do prejuízo. Vamos acompanhar e torcer por uma reviravolta.
Puro–sangue melhor apresentado

L’Ente Supremo – Foto ABCPCC/Sylvio Rondinelli/JCB
O treinador, Lênio Roberto Vieira, apresentou L ’ Ente Supremo em estado atlético exuberante no tradicional Grande Prêmio Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. E, montado por João Moreira, o homem que conquistou todos os principais páreos da América do Sul, não teve dificuldade para conquistar um Grupo 3. Percurso perfeito, partida curta e inapelável. Mais uma pequena obra–prima, do jóquei que faz mágica no dorso do puros–sangues. Lênio tem tido sua chance. E, tem sabido aproveitar in totum, a sua oportunidade. Parabéns.
Joqueada da semana
No dorso do potro Classic Prospect, filho de Can The Man e New Celina, de criação do Haras Fronteira, propriedade do Stud Verde, e treinamento de Luiz Esteves, João Moreira, deu uma daquelas direções que fazem a gente pensar que montar cavalos de corrida é algo simples e cotidiano. A sua entrada de reta, a curva fechada, junto à cerca interna, se assemelha a um passe de mágica, de um bridão que conquistou no turfe mundial, o apelido e Magic Man. Moreira brindou os turfistas do Rio de Janeiro com o tal passe de mágica que lhe fez jus ao apelido. Numa fração de segundos, ele transformou com absurda simplicidade, uma situação, que para um jóquei ruim, se transformaria numa tremenda emboscada. Vale a pena passar o filme na escola de aprendizes. Os alunos merecem saber por que existe um Magic Man.
Personagem

L. Henrique
Há várias semanas Leandro Henrique tem sido o jóquei com maior número de triunfos. Os seus rivais, Henderson Fernandes e João Victor são valorosos. E, por isso, quando ele ganha cinco páreos, ou quatro, eles também deixam as suas marcas, com direções sublimes. Já conseguiu ultrapassar João Victor, mas a vantagem de dois pontos, pode ser tirada numa reunião. H. Fernandes possui seis pontos a mais. L. Henrique se aproximou dele, está na alça de mira, mas não será nada fácil passar. Mas, "o Braço se mola", está afiado. E esta sequência de triunfos é sinal de que a briga entre eles será eletrizante até os últimos dias do mês de junho. O JCB precisa saber aproveitar este pega para capar.