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Grande Prêmio Bento Gonçalves, tradição, amor e paixão do gaúcho pelo cavalo
A gente aprende alguma coisa durante os longos nesta profissão de cronista de turfe. Vários temas são discutíveis. Outros são polêmicos. E existem ainda, assuntos que nenhum debate consegue por fim as discussões. Mas só existe um fato consumado. Que nenhum indivíduo, se estiver de coração aberto, e for opinar com a sua mais absoluta sinceridade, não pode negar. Nenhum povo é mais apaixonado pelo cavalo de corrida, e, pelas corridas de cavalos, do que o povo gaúcho. O saudoso jornalista, João Saldanha, quando entrava da redação do Jornal do Brasil, sempre parava, antes de chegar na editoria de esporte, para escrever sua memorável coluna, sempre fazia um pit stop, de frente a seção de turfe, dava um bom dia, e dizia.
“E aí rapaziada do turfe. A única coisa que me fez perder uma Copa do Mundo foi uma cancha reta, em que eu tinha um cavalo inscrito. Aquele amor pelas corridas dos gaúchos me contaminou. Ainda bem que o meu cavalo ganhou", repetia sempre a mesma coisa, e depois queria saber como estava passando o Itajara".
Esta semana tem o Bento 2025. É um acontecimento para o gaúcho. E ter duas reuniões, sábado e domingo, no Hipódromo do Cristal vai ser espetacular. No programa de sábado, o tradicional Grande Luiz Fernando Cirne Lima, em 2000 metros, vau reunir as éguas, ao lado de mais oito páreos de turma. O homem foi Ministro da Agricultura e fez muito pelo esporte. Nobilitty não para de evoluir e vai ser encrenca. O Claudinei Farias está na Punta Arenas, e, deixou a Over Force para o menino Vagner Borges, um gaúcho de Rio Grande, que ganhou o mundo. Páreo bonito.
No domingo teremos o Bento, e mais alguns clássicos equilibrados. Na prova de velocidade L’ Amico Mio vai ter de encarar companhia mais barra pesada, com Goodcat, mais novo, Great –Ug, de São Paulo, e Himmortel. Na milha Motcycliste e Núcleo Terrestre são visitantes que endurecem a parada para a gauchada. E no Bento a farda do Doce Vale pegou gosto com a vitória de Uma Vez Flamengo, na temporada passada, e trouxe To Sir With Love, para tentar ganhar de novo. Depois de correr com Obataye, ele pega companhia mais camarada. Venâncio Nahid vai até pentear o bigode. Único Lô corre demais no Cristal. E pode lavar a alma dos gaúchos.
A torcida será por tempo bom. Com churrasco de gaúcho, chimarrão e amor incondicional pelo esporte, a festança vai estar garantida. E a torcida de todos é por uma grande festa. Afinal, ninguém gosta mais de cavalo de corrida, e, de corrida de cavalo do que a gauchada. Este fato, eu garanto, que não está em discussão.
Puro–sangue melhor apresentado

Uncle King, vencendo a noturna de 03/11
Exibição de gala do potro Uncle King, do Hara Legacy, criado pelo modelar Haras do Morro, aos cuidados de Luiz Esteves. Direção impecável de João Victor no filho de Sangarius e Veramete Bella, por Leroidesanimaux. Possivelmente estará em breve na esfera clássica.
Joqueada da semana

João Victor
No dorso de seis puros–sangues, dois na segunda, e quatro, na terça–feira, o jovem campeão, João Victor deitou e rolou na Gávea esta semana. Nem precisava, por que Uncle King corre demais. Mas ele caprichou bastante por que não queria perder para o companheiro de cocheira, Othelo, montado por Valdinei Gil, qie ficou na dupla.
Personagem
João Victor foi o personagem da semana, com direções de gente grande. É um jóquei de alto nível e, se caprichar no peso, pode sonhar bem mais alto e montar, em breve, na terra do Tio Sam. É o que falam nos bastidores...