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Outubro | 2025

Henrique Márquez faz "HAT TRICK"
02/10/2025 - 09h16min

TBS

Henrique Márquez com Dubawi

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Com a compra do inglês Demarchelier junto à Claiborne Farm, o jovem agente Henrique Márquez, da TBS, conseguiu aos 28 anos de idade uma façanha: na mesma temporada, foi o principal responsável pela compra em definitivo de 3 garanhões de alto padrão para a nossa criação.

Ressalte–se que todos os 3 já estão aprovados classicamente em turfes infinitamente mais competitivos que o nosso.

Ele concedeu uma entrevista para o Jornal do turfe, de Marcos Rizzon, que transcrevemos abaixo, onde focaliza estes três categorizados reprodutores, que fazem agora em 2025 suas primeiras temporadas entre nós, dois deles no Paraná e um no Rio Grande do Sul.

– TUDO COMEÇOU COM O AMERICANO WORLD OF TROUBLE, COMO FOI A COMPRA DELE ?


World Of Trouble, no Kentucky

– Exato. O Eraldo Palmerini, numa reunião com meu pai, disse que queria achar um cavalo de velocidade, pois via este caminho da precocidade como uma opção preponderante para o nosso mercado. Aí encontramos no Kentucky o World Of Trouble. Juntamente com o amigo e importante agente argentino Miguel Ezcurra e com assistência também do Dr Nicolas Barrenechea lá do Uruguai, conseguimos negociar o cavalo junto à prestigiosa Hill’n’Dale, e de pronto o Eraldo, que adorou o cavalo, bateu o martelo. Logo os Haras Rio Iguassú, Cifra e Cima juntaram–se ao Palmerini, e em seguida com o apoio do ‘expert’ Eduardo Guimarães o cavalo foi sindicalizado em apenas 2 dias, reunindo 22 dentre os mais importantes criadores de velocidade do Brasil.

– QUAIS SÃO OS MEMBROS DESTE CONDOMINIO HOJE ?

– Os Haras Palmerini, Rio Iguassú, Cifra, Cima, Santa Rita da Serra, do Morro, Ponta Porã, Nijú, Alves Teixeira, Ereporã, H.Oliva, Cruz de Pedra, Santa Tereza do Bom Retiro e Tessarolo, os Studs Eterno Amor, Embalagem, Hulk e Yellow River, os criadores Beto Abdallah, Carlos dos Santos, Gil Koppe e nós da TBS.

– O QUE VOCE DESTACARIA NO WORLD OF TROUBLE? ONDE ELE ESTÁ HOJE ?

– Ele era uma verdadeira bala. Faturou quase 2 milhões de dólares, obteve 2 dos 3 maiores índices de velocidade entre todas mais de 3.200 de provas disputadas nos USA em 2018, e é o único velocista ganhador de Grupo 1 na areia e na grama que já veio para o Brasil. Perdeu no ultimo pulo a Breeders’ Cup e o títulode “Champion Sprinter” numa corrida incrível. Ele já tem produção clássica nos USA, é um cavalo muito musculoso e muito correto, e tem transmitido a velocidade aos seus produtos, que já chegaram classicamente até aos 1900 metros. Ele está alojado no Haras Rio Iguassú e cobrindo éguas excepcionais de velocidade, como já vimos pelos criadores que são seus donos.

– E COMO FOI A COMPRA DO AUSTRALIANO MICROPHONE ?


Microphone

– Nos 2 anos em que morei na Austrália, inicialmente trabalhando na Arrowfield e depois na Newgate, fiz muitos amigos. Entre eles o Sebastian Angelillo, uruguaio, que trabalha na Darley Australia. Fizemos muitos churrascos lá, e quando meu pai me disse que havia clientes pensando em importar um novo cavalo, começamos a procurar algo local, pois nunca havíamos tido um garanhão australiano no Brasil. Quando me deparei com o Microphone fiquei impressionado: ele foi o melhor e mais precoce potro de 2 anos entre os quase 18.000 nascidos na Oceania em 2016, ganhou G1 e foi 2a na Golden Slipper que é a maior dotação  mundial para os 2 anos, e já estava começando a produzir bem. O Bibinho (Haras Nijú) imediatamente se interessou, pois já acompanhava o turfe australiano, e com o apoio do Sebastian concluímos a compra. O Juliano Pacheco entrou no circuito, e graças às conexões dele o cavalo passou maravilhosamente bem pelas longas viagens e quarentenas, chegando ao Uruguai e finalmente a Bage num estado físico inacreditável.

– AGORA NOS FALE DELE...

– Trata–se do primeiro cavalo 100% australiano que vem para o Brasil, e do primeiro e único “Champion 2yo” de lá que serviu em todas as Américas até hoje. É um cavalo fisicamente irreparável, corretíssimo, de personalidade impactante, ótimo temperamento e cascos fantásticos. Quem vê, se apaixona. Penso que o ingresso na nossa criação de um craque 100% australiano, e ainda mais oriundo das afortunadas sedas do Sheikh Mohammed, poderá ter o mesmo impacto dos primeiros americanos (Fast Gold, Dodge, Choctaw Ridge) e mais recentemente dos japoneses (Silent Name, Agnes Gold, Hat Trick) no Brasil. Isso me parece muito atrativo. Sua família materna está ininterruptamente na Oceania desde 1825.

– E OS RESULTADOS DELE LÁ ?

– Tem sido uma alegria. Assim que o Nijú fechou o negócio, mais produtos dele começaram a chegar na esfera clássica e até nos Grupo 1 na região. Recentemente um foi 3o, perto, no Derby Australiano–G1, e na mesma semana uma potranca foi 7a no Oaks–G1 há 2 corpos (lembrando que por lá esses páreos tem 18/20 animais correndo). No mês passado um produto dele em treinamento pegou mais de 1 milhão de reais em leilão, e um outro filho dele foi 2o num Derby regional (Listed Race) na areia. Hoje o Microphone tem ótimos 9% de produtos clássicos “black type”, o que é um índice excelente num turfe disputadíssimo como o australiano. Me agrada muito nele a versatilidade: seus filhos tem precocidade e velocidade, mas também tem estamina, pois já foram classicamente aos 2400, e rendem tanto na areia quanto na grama. Por fim, ele é considerado o melhor “2 anos” gerado pelo Exceed and Excel, que é o maior produtor de 2 anos daquele continente, e isso diz muita coisa. Também é relevante que seu irmão Outstrip acaba de produzir o ganhador o GP Ipiranga–G1 já em sua primeira geração aí no Brasil, e justamente pro Haras Rio Iguassú, que é um dos sócios do Microphone.

– E QUEM SÃO OS DEMAIS SÓCIOS DO CAVALO ?

– Microphone pertence a um condomínio binacional. Seu maior cotista evidentemente é o Haras Nijú, onde ele está alojado. Também possuem cotas os Haras Rio Iguassú, Belmont, H.Oliva, Bagé do Sul, e o uruguaio Sin Nombre, da família Plata, além da Coudelaria Família Monteiro, do Antonio Luiz Cintra (Tolú), dos Drs Roberto Quintanilha, Emilio Borba, Emanuelle Kugeratski, da JP Import & Export e da TBS International.

– MARAVILHA, AGORA VAMOS AO INGLÊS DEMARCHELIER


Demarchelier

– Bom, este é fruto de 3 anos de “namoro” e expectativa. Quando morei no Kentucky fazendo o curso KEMI, residi na Stone Farm, de propriedade de Arthur Hancock, cuja família possui também a Claiborne Farm, o haras mais tradicional dos USA. Quando ele ingressou na reprodução eu fiquei de olho, por se tratar de um filho do Dubawi, um fenômeno do qual em minha opinião tínhamos que ter um filho no Brasil. Em 2022 fiz o primeiro contato com o Bernie Sams [manager da Claiborne na época], pois entendia que no turfe americano, que prioriza areia, distancias e retas finais mais curtas, ele que é um cavalo 100% de grama e da milha pra cima parecia quase um peixe fora d Ìágua. Deduzi que poderíamos ter chances de compra no futuro. Envergando as famosas cores de Peter Brant, Demarchelier foi ótimo corredor: venceu as 3 primeiras que correu (em todas foi o favorito), inclusive de Grupo, com finais realmente impressionantes, e mancou na 4a saída (um Grupo 1). Derrotou animais de Grupo 1, apesar da curta campanha. Ele foi TDN Rising Star já na estréia. Como garanhão, Demarchelier liderou 2 vezes as estatísticas de grama nos USA – como “freshman sire” e depois como “2nd crop sire” – e já produziu clássicos de grupo dos 2 lados do Atlântico. Dubawi também já é um colosso como pai de pais: hoje na Europa já são quase 20 filhos dele na reprodução, e na Austrália ele é pai do garanhão líder Too Darn Hot. Entre seus filhos garanhões, 8 já são produtores de Grupo 1... Estatisticamente falando, o pequenino Dubawi é um gigante: hoje ele é o maior cavalo do planeta.

– COMO FOI ESTA NEGOCIAÇÃO ?

– Quando sentimos que haveria chance financeira para o negócio, apresentamos o cavalo ao mesmo grupo que formatou a compra do World of Trouble, e tivemos a imediata aprovação de todos, notadamente do Alexandre Frare, fã incondicional do Dubawi. Depois, conseguiu–se a chancela da ACPCCP, que foi a importadora do cavalo, e daí se alcançou uma condição extra de fomento, com a possibilidade de que outros criadores possam ter acesso ao cavalo. Quero aqui inclusive agradecer a ACPCCP, especialmente ao Presidente Alcebíades Faria Neto e aos Diretores Ali Zraik Junior e Carlos Cesar Carlindo, que foram de expressiva relevância neste empreendimento. A administração do condomínio e seu detalhamento técnico também estão à cargo da Belair, pois o Eduardo Guimarães tem grande experiência nesta área.

– A QUEM PERTENCE O DEMARCHELIER HOJE ? ONDE ELE VAI SERVIR ?

– O Condomínio está composto pelo quarteto Cifra, Rio Iguassu, Palmerini e Cima – novamente unidos – além do Haras Santa Rita da Serra, do Haras Old Friends, do Haras Belmont, Haras Estrela Nova, do Stud Red Rafa, do Haras Moema, Haras H. Oliva, Haras Santa Verônica, Haras Cruz de Pedra, Haras São Judas Tadeu, do Dr. Fabio Henrique da Silva, da Belair Stud e da TBS International. É um grupo significativo de criadores do PR, RS, SP e RJ, ou seja, de rara abrangência nacional. Devemos frisar que tanto seu pai Dubawi é o reprodutor ativo com mais filhos clássicos (303, sendo 60 de Grupo 1) e líder global por APEX index; quanto seu avô materno Sadlers Wells é o avô materno mais bem sucedido da história, com 437 netos clássicos.

Resumindo, Demarchelier é um cavalo com o melhor pai e o melhor avô materno que se poderia conseguir. Ele chegou dia 12 de Setembro ao Brasil e já está alojado no Haras Rio Iguassú.

– COMENTE ALGO SOBRE O DUBAWI

– Como disse acima, Dubawi é o semental vivo com maior número de filhos ganhadores clássicos, de ganhadores ‘black type’ e de ganhadores de Grupo 1. E talvez seja também o pai de pais mais bem sucedido do turfe atual. Trata–se de um verdadeiro fenômeno, tanto que este ano conseguiu uma proeza que penso que seja inédita na história: cobriu Treve, Enable e Alpinista – 3 campeãs do Arco do Triunfo e que somadas ganharam 5 versões da prova mais importante do calendário mundial... É uma genética da qual a nossa criação poderá dispor por muito tempo, assim como aliás acontece com o Forestry, que a TBS trouxe para o Brasil em 2014 e que deixou aqui quase 100 produtos clássicos, o último deles esta fenomenal invicta, recordista e dupla ganhadora de Grupo 1 Special do Iguassu.

– ALGO A ACRESCENTAR NO DEMARCHELIER

– Ele é um cavalo talhado para os clássicos na grama, que são as maiores provas do Brasil. Seu pedigree europeu (Inglaterra, Irlanda e França) e sua alta concentração de classe podem “refrescar” o sangue americano que temos em muitas éguas, além da injeção de estamina. Sua linha baixa 9–c é a base da criação Aga Khan (Mumtaz Mahal é sua 8a mãe), e está repleta de cavalos legendários como Nasrullah, Grand Slam, Shergar, Cracksman, Abernant, Dylan Thomas, Alydar, Royal Charger, Mahmoud, T.V. Lark, etc...

Demarchelier é lindo, é um típico Dubawi, só que quase 3 centímetros mais alto que seu pai. Já tem filhos de Grupo nos USA e na Europa, e imagino que trará uma carga genética poderosa para quem almeja um Derby ou um GP Brasil. Ombudsman, neto paterno de Dubawi através de Night of Thunder (que aliás tem o mesmo cruzamento de Demarchelier), é o melhor cavalo do mundo hoje, e Delacroix (filho de Dubawi) é o 2o melhor do ranking. São mais exemplos da impressionante força desta genética. E não vamos esquecer que Dubawi já tem também vários netos maternos ganhadores de Grupo 1, mais de 10 deles faturando acima de 1 milhão de dólares, ou seja: suas filhas serão valiosos ventres no futuro. Este ano a única filha do Demarchelier na Argentina, Dream for Me, do Haras Firmamento, debutou ganhando espetacularmente em San Isidro, e há pouco outro filho dele fez excelente 2o em prova de Grupo na areia nos USA, para o nosso conhecido craque No Bien Ni Mal. São belos sinais.

– VEMOS QUE TODOS ESTES NEGÓCIOS TIVERAM ALEM DA SUA INICIATIVA O APOIO DE VÁRIAS OUTRAS PESSOAS, NÃO É MESMO ?

– Certamente. Duas cabeças pensam melhor que uma, três melhor que duas, e quanto mais pessoas do ramo estiverem remando na mesma direção, melhor será para todos. Sou muito grato aos caros amigos e clientes que acreditaram nestes cavalos e investiram tempo e dinheiro nestes projetos, como também aos diversos profissionais que trabalharam conosco em todos estes negócios. Espero que os 3 cavalos sejam exitosos aqui como já estão sendo lá fora, onde a concorrência é bem diferente, e que no devido tempo deixem marcas positivas no nosso turfe e na nossa criação. São cavalos ainda novos, cujos filhos mais velhos estão agora com 4 anos, portanto que ainda tem muita “lenha” pra queimar, o que só poderá valorizá–los.

Me sinto honrado por ter participado destes empreendimentos e pela confiança em meu trabalho. Planejo ir ao Brasil para assistir ao Latino–Americano na Gávea agora em outubro, rever minha família e amigos, e agradeço por fim a você, pela gentil oportunidade desta entrevista.

Transcrito do Jornal do Turfe

Da Redação

 



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