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Grupo de sócios, representados pelo "núcleo de associados que conduz esta iniciativa” e Marcelo Motta, Presidente do Conselho de Administração do JCSP, não tem se entendido sobre a condução administrativa do clube e pelo desrespeito ao Estatuto Social. Daí, vem sendo gerados uma série de desentendimentos que foram se agravando e acumulando durante os últimos meses, quando então ocorreu o rompimento de diálogo.
Entenda resumidamente a evolução do assunto:
– Em 18 de junho de 2025, foi protocolado na secretaria do clube um requerimento de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), assinado por 58 associados com direito a voto — número superior ao exigido pelo Estatuto (Art. 29, §3º, “b”). O objetivo da AGE é deliberar sobre a destituição do Presidente do Conselho de Administração, Sr. Marcelo Arthur Motta Ramos Marques. Apesar de estar instruído com toda a documentação necessária, o pedido não foi levado a frente pela diretoria.
– Em 30 de junho, diante da situação, foi enviada notificação extrajudicial ao Conselho, com prazo de 24 horas para cumprimento do Estatuto.
– Em 4 de julho, foi ajuizada ação de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência, solicitando que o clube fosse compelido a convocar a AGE ou que os próprios associados fossem autorizados a fazê–lo. A Justiça entendeu a ação e reconheceu a verossimilhança dos fatos. A tutela de urgência, contudo, foi indeferida por exigência legal de contraditório. O clube agora está formalmente citado e terá que se manifestar judicialmente.
– Em 12 de julho, o "núcleo de associados que conduz esta iniciativa" divulgou "carta aberta aos associados e a comunidade turfística". Veja a carta aberta em: http://www.raialeve.com.br/conteudo/89486/07/2025/3 . Na data da carta, é informando que o Conselho convocou uma reunião genérica para 15 de julho, ignorando completamente o pedido de AGE.
– Em 15 de julho, o Presidente do Conselho de Administração, Marcelo Arthur Motta Ramos Marques, publicou na parte da manhã no site do JCSP, resposta a “Carta Aberta aos Associados e a Comunidade Turfística”. Ratificando que na data de hoje, ocorrerá reunião onde, serão esclarecidos os pontos que foram objeto de questionamento, sem necessidade de confronto externo com que acenaram os signatários do manifesto.
Veja a integra da resposta do JCSP na data de hoje:
O Jockey Club de São Paulo tomou conhecimento de expediente epistolar publicado neste prestigioso site especializado em turfe de "carta aberta aos associados e a comunidade turfística" firmada por "núcleo de associados que conduz esta iniciativa", onde se declara viver o Jockey Club "momento crítico marcado pela inércia administrativa e pelo desrespeito ao Estatuto Social", colocando em destaque notícia de que 50 associados protocolaram requerimento de Assembleia Geral Extraordinária, para deliberar sobre a destituição do Presidente do Conselho de Administração, signatário da presente.
Consigna a referida carta que não foi atendido o pedido de convocação de Assembleia, o que levou o grupo a ajuizar medida judicial, colimando tal fim, pois restou desatendida a notificação que encaminhara nesse sentido, tratando–se de atitude legítima dos referidos associados.
Valendo–nos das disposições da lei 13.188/2015, o Jockey Club de São Paulo vem exercer o seu direito de resposta de maneira proporcional ao Agravo sofrido, solicitando de V.Sas. a gentileza de, pelo mesmo modo, veicular a resposta abaixo traduzida, em respeito à comunidade social do Jockey Club e de todos que comungam a atividade turfística.
O Jockey Club, como várias entidades da mesma natureza no Brasil, enfrenta dificuldades, mas, não tem marca da verdade a alegada inércia administrativa e desrespeito ao Estatuto Social.
Ao contrário, a administração vem pautando sua atuação por iniciativas das mais relevantes, com o objetivo de recolocar o Jockey Club no patamar onde sempre esteve, e alinha providências no sentido de reequilibrar as finanças, repelir investidas da Municipalidade tendo impetrado Mandado de Segurança, com êxito, contra Lei que proibia corrida de cavalos no hipódromo paulistano, implementa medidas para complementação das análises contábeis com vistas à aprovação das contas por Assembleia que será convocada para os próximos dias, tendo respondido, sim, notificação aos referidos associados que firmaram o aludido expediente notificativo através do Cartório de Títulos e Documentos, estando o Conselho unido e empenhado em busca de soluções dos problemas apontados, com planejamento para equacionar em todas as áreas medidas para continuação e desenvolvimento das atividades do Jockey, com forte na observância dos Estatutos, instrumento hábil e seguro para, com seu cumprimento, rigoroso, cumprir a finalidade precípua da Entidade que já alcançou 150 anos de existência.
Na citada reunião com realização prevista para o dia 15 deste mês, serão esclarecidos os pontos que foram objeto de questionamento, sem necessidade de confronto externo com que acenaram os signatários do manifesto.
Ficam, pois, refutados os ultrajes contidos na mencionada carta aberta, e considera o Jockey Club ser a atitude dos signatários da referida veiculação epistolar atentado contra os objetivos, conceitos, decoro e honra dos associados, pois se revelam contrários aos padrões do convencional e respeitável convívio que, lamentavelmente, foram atingidos pela notícia divulgada.
Atenciosamente,
Marcelo Arthur Motta Ramos Marques
Presidente do Conselho de Administração