E por falar em saudade... I. Quintana e A. Barroso 25/04/2025 - 09h14min
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I. Quintana e A. Barroso com Margarida Polack Lara
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A 10 dias da disputa de mais um Grande Prêmio São Paulo, dois saudosos jóqueis, Ivan Quintana e Albênzio Barroso, que se transformaram em lendas das pistas de Cidade Jardim, merecem ser lembrados por fãs e aficionados do esporte devido as suas inúmeras façanhas e proezas produzidas em suas trajetórias profissionais. E com certeza, isto acontecerá no domingo, dia 4 de maio, quando os puros–sangues estiverem alinhados para disputar a maior prova do turfe paulistano. Ivan Quintana foi um jóquei do regime de freio. Clássico, técnico, frio e calculista. Estudava de forma detalhada os páreos em que iria competir. Principalmente, as provas clássicas. Era temido pelos rivais. Sabiam que ele conhecia bem as características dos seus pilotados, e, também dos próprios rivais. Era metódico, caprichoso com seu material, e nunca cometia erros no percurso. Um craque com todas as melhores virtudes.
Barroso era um mito na raia paulistana. Depois de sair da escola de aprendizes da Gávea, onde deu os primeiros passos, a transferência para Cidade Jardim lhe proporcionou a consagração rápida. Colecionou estatísticas consecutivas no prado paulistano que lhe trouxeram o apelido de "Feiticeiro". Intuitivo, arrojado e com talento mágico, chegou a ser garoto propaganda na televisão do conhaque Dreher, que lhe fez famoso, com a frase. "Quero ver ganhar com este Barroso". E não é que ele passava no disco de chegada com qualquer cavalo, fosse bom, ou, nem tanto. Boêmio, A. Barroso apreciava um whisky de qualidade, e também os parceiros de carteado. Escreveu linda história no turfe nacional.
por Paulo Gama.
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