DUAS GRATAS SURPRESAS ABREM AS TRÍPLICES–COROAS NA GÁVEA
O Haras Santa Maria de Araras veio com tudo na prova de abertura da tríplice–coroa de potrancas. Patrocinou o Grande Prêmio Henrique Possolo, Grupo 1, em 1600 metros, na grama. Inscreveu poderosa trinca, New Dance, Natajass Kinski e Niver Ball. A grama permaneceu leve. Preferência absoluta dos seus puros–sangues neste causticante fevereiro de 2025. A Intimidade e a tradição já proporcionou uma penca de triunfos do campo de criação de Júlio Bozzano na história da prova. E foi o que aconteceu. New Dance teve direção sublime de Bruno Queiroz e ganhou com autoridade. Natajass Kinski, com Waldomiro Blandi, foi uma faixa preciosa, com um jóquei solidário, e com aquele sentido do trabalho de equipe, e obteve a segunda posição. Niver Ball, a melhor nos treinos, a preferência do jóquei oficial, Vagner Borges, só foi quinto. Mas pode ser mais nos próximos compromissos na busca pela coroa. Nunca se sabe. É sempre bom um criador deste porte alcançar as vitórias. É muita paixão, amor e investimento envolvidos num esporte como o turfe. Espetacular, tradicional e apaixonante. Parabéns ao jovem treinador, Christiano Oliveira. Com certeza, o seu saudoso pai, Adail Oliveira, por onde estiver, está muito orgulhoso de você. Um show de competência e capacidade de manter toda a sua equipe unida rumo as grandes conquistas.
Nagayama, filho de Setembro Chove e Fatal Atraction, por Roderic O’Connor, criado no Haras Santa Rita da Serra, e defensor da parceria, entre o Stud CRDM, com o modelar Haras São José dos Bastiões, foi o herói do Grande Prêmio Estado do Rio de Janeiro, a prova de abertura da tríplice–coroa dos potros. E, sem dúvida, o anonimato de um contratempo sofrido, em outubro de 2024, acabou por ser forte aliado na difícil missão de abrir a caminhada em busca da glória. No início de campanha esteve sem bem nas melhores provas. Mas, a lesão nos ligamentos, fez com que saísse do foco dos rivais. Leonardo José Reis é um profissional competente, dedicado e merece começar a colher os frutos do seu trabalho nas provas importantes. Aquelas que trazem o retorno merecido aos grandes do esporte. Trouxe o seu pensionista no último furo. E a inspiração de colocar Dylan Machado no seu dorso foi sensacional. O garoto gaúcho, irmão de Muriel Machado, e, de Luan Machado, o primeiro citado, as voltas com problemas com a balança, que o afastaram da carreira, e, o outro, o mais consagrado dos três, com carreira de expressivo sucesso, no turfe norte–americano, tem estado radicado no Hipódromo do Cristal, ao lado da família, a espera do passaporte, para dar voos mais altos nos Estados Unidos. Leo Reis brilhante. Dylan impecável. Uma dupla de merecido sucesso nesta conquista que vai impulsionar bastante a carreira de ambos. Parabéns.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Faz parte da rotina do treinador Vítor Paim, filho de saudoso mestre, Almiro Paim Filho, brilhar sempre, há muitos anos, nestes inícios de temporada, no turfe carioca. Os potros da nova geração começam a debutar. E Vítor Paim, um treinador colecionador de triunfos em estatísticas, na Gávea, e, também em vários centros de treinamento da serra Fluminense, dá logo as caras no pedaço. A exemplo do que aconteceu com Jet Class, craque do Stud Instante Mágico, e criação do Haras Santa Maria de Araras, a história se repetiu, neste final de semana com Open The Door, filho de Hotburg e Bla Bla Bla, por Stormy Atlantic. A comentarista, Juliana Dias, o marcou no programa matinal, com o fez em temporada passada com Jet Class. E, o belo potro do Stud Instante Mágico, com a dupla, Jorge Ricardo e Vítor Paim, de tantas histórias bem sucedidas juntos, foi para a foto da vitória, com um triunfo emocionante na fotografia. Vítor Paim anda meio sumido, mas continua por aí. Um craque na arte de treinar, cuja competência lhe proporcionou currículo grandioso na vida profissional. Do Ricardinho, nem se precisa falar muito. Ele carrega 13.338 motivos na bagagem para justificar e elucidar qualquer dúvida.
JOQUEADAS EM PROFUSÃO
Semana após semana, este garoto pernambucano, João Victor, brinda o público turfista carioca com joqueadas em profusão. E, este nordestino de boa cepa, oriundo deste projeto de Recife, "jóqueis do futuro", que já nos encantou com Leandro Henrique, traz agora um piloto de estilo refinado, que tem absurdo talento para correr as suas montarias atrás para atropelar. Num hipódromo que durante anos sofreu a influência de Jorge Ricardo, Francisco Esteves, e, mais recentemente, Henderson Fernandes e, o próprio, Leandro Henrique, ter um piloto de outro estilo, que corre mais na expectativa, nos resgata outros craques atropeladores, como Luiz Rigoni, Gabriel Meneses e Alex Mota. Este último, não sei se por coincidência, é atual instrutor da escolinha do Jockey Club. João Victor deu três joqueadas esta semana. E você turfista pode escolher qual delas você gostou mais. My Field Flower, do Stud Gripan, Mipo, do Stud Abbey Road, e, Sonho Bom, do Stud H&R. Nas três oportunidades desfilou cálculo de corrida, frieza e talento. Não é mais uma promessa. E sim, uma devastadora realidade. Um menino com o desafio de enfrentar dos jóqueis consagrados e experientes, Henderson Fernandes e Leandro Henrique. Uma grande atração da temporada a disputa da estatística entre eles.
PERSONAGEM
João Victor chegou de mansinho. Mas, aos poucos se estabeleceu e conquistou a confiança de toda a comunidade turfística. Tem tido quedas–de–braço nas raias cariocas com dois gigantes das rédeas, e, ambos, em perfeito estado atlético. Henderson Fernandes é bicampeão. E parece, que depois de ter experimentado o gosto da conquista, não estar disposto a entregar o osso. Leandro Henrique quer voltar ao seu posto. E, tem se dedicado bastante a recuperar o trono. João Victor é um menino–prodígio. Tremenda encrenca para os adversários. Ninguém sabe a certo até onde pode chegar. E, além disso, possui estilo diferente dos rivais. A preferência absoluta por correr os seus cavalos de trás. Porém, quando a montaria é veloz, como o caso de Ronda, uma das suas vitórias ontem à noite, correr na ponta como um príncipe.
