O ENCANTO, A TRADIÇÃO E A MAGIA DO GRANDE PRÊMIO DIANA
Com patrocínio do mega criador, Haras Santa Maria de Araras, o chamado Araras Blood & Power, no próximo domingo, dia 3 de março, será corrido no Hipódromo da Gávea, mais um Grande Prêmio Diana. A prova, por si só, é revestida de enorme carisma, encantamento e tradição, em todos os recantos do mundo, onde exista um hipódromo, e reine um puro–sangue de corrida. O Grande Prêmio Diana povoa os sonhos na mente de qualquer criador. Ter uma potranca de 3 anos, que conquiste a prova, na sua única tentativa, passa pela cabeça durante toda a sua existência. E, também, faz parte do desejo pessoal de todo proprietário, treinador e jóquei. Trata–se do passaporte para a consagração. Motivo de orgulho eterno, reconhecimento e entusiasmo. O Haras Santa Maria de Araras ganhou a prova na temporada passada, através de Silenciadora, potranca de origem argentina, treinada por Christiano Oliveira, e conduzida pelo cearense, Francisco Leandro Gonçalves. E ele, é o convidado ilustre da gloriosa coudelaria, para tentar repetir a façanha, no dorso de Magnific Princess.
No campo do Grande Prêmio Diana existe uma favorita. Orla de Ipanema, do Stud H&R, treinada por Luiz Esteves, suspenso, e por isso com o seu nome ausente do programa oficial, onde consta o do seu segundo–gerente, L. C. Costa. Montaria de Valdinei Gil, piloto de categoria, íntimo das provas clássicas, e, que a conhece, como ninguém. Propriedade de um dos maiores investidores do turfe nacional na atualidade, ela defenderá o favoritismo da prova, e, a tentativa de ultrapassar a segunda etapa da cobiçada tríplice–coroa. Na prova dos potros, o Grande Prêmio Francisco Eduardo e Linneo Eduardo de Paula Machado, não teremos candidato a coroa, depois da venda de Monanfan, ganhador do Grande Prêmio Estado do Rio de Janeiro, para o exterior. Mas, as cores da farda ouro, com costuras azuis, e boné ouro, dos Haras São José e Expedictus, patronos da prova, com certeza trazem memórias inesquecíveis a quem conhece de cor a trajetória dos cavalos da família Paula Machado nas pistas. Um páreo espetacular e equilibrado capaz de consagrar um potro campeão.
PERSONAGEM
Tive o privilégio de ser o primeiro agente de montarias da joqueta, Victória Mota, há 8 anos atrás, quando ela era apenas aprendiz. E, anteriormente, já havia exercido esta função, com o seu pai, o fantástico, Alex Mota. Vic herdou dele a paixão e o amor pelos cavalos de corrida. E, também, o talento. Da mãe, a repórter e comentarista, Juliana Dias, a perseverança, a valentia e o arrojo. Nada fácil ser mulher no mundo do turfe, onde impera o preconceito dos homens. Conseguimos juntos 108 vitórias, das 258, que ela possui atualmente em sua carreira. E o seu fantástico 3º lugar no torneio internacional de Riyadh, na Arábia Saudita, esta semana, não me causou qualquer surpresa. Ela já havia participado de outro torneio na Suécia, e tinha faturado o segundo lugar. Desta vez, a enturmação estava indigesta, com nomes consagrados no turfe internacional. E Victória deu aula. Uma pena que os treinadores e proprietários não percebam que deslocar dois quilos, com uma joqueta de 25 anos, e oito anos de carreira, é muito mais vantagem do que colocar um aprendiz inexperiente nos seus cavalos. É até covardia. Mas, o raciocínio sempre tropeça e falha, em todo lugar onde reina o preconceito.
JOQUEADA
Antes de vir ao Brasil e participar do evento das provas das tríplices–coroas, onde vai montar os dois representantes do Haras Santa Maria de Araras, nas provas de Grupo 1, Magnific Princess e Martin Luther King, Francisco Leandro deitou e rolou, no turfe argentino. Um triunfo clássico com Endozing, um Handicap, com Super Inter, uma prova de Grupo 2, com Love The Races, e um Grupo 3, com a velocista, Piedra Preciosa. Vou destacar Piedra Preciosa, do Haras Vacacion, num páreo dramático, que levantou as tribunas do Hipódromo de Palermo no último sábado à tarde. No Clássico General Arenales, grupo 3, F. Leandro conseguiu passagem apertada, entre a competidora de fora, e a cerca externa, por onde o terreno é melhor, e alcançou o triunfo bastante ovacionado, o sexto da tarde, com apenas 9 montarias.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Sultan of Love, de criação do Haras Di Cellius, e propriedade de Omar Tarik Medeiros Vargens, fez estreia auspiciosa na Prova Especial Pico Central. Bem preparado por Leonardo José Reis, e conduzido com a precisão de sempre, por Leandro Henrique, não deu chance aos rivais. Deixou a nítida impressão de ser potro bastante futuroso nas pistas. Que Bianca, do Haras Di Cellius, também se recuperou muito bem, aos cuidados de Luiz Esteves, representado por L. C. Costa, na Prova Especial Dagoberto Midosi, depois da corrida fraca anterior. Voltou a atuar no seu padrão normal de carreira.
JORGE RICARDO
No dorso de Easy Glória, de criação do Haras Fronteira, propriedade do Stud Quintella, e treinamento de Luiz Guilherme Feijó Ulloa, Jorge Ricardo demonstrou toda sua categoria para correr um cavalo na frente. O número reduzido de montarias oferecidas ao grande campeão continua a ser incrível mistério no prado carioca. Bom peso, preparo físico irretocável, e entusiasmo para exercer a profissão. E, apesar disso, segue estigmatizado pela coletividade.
OXFORD CIRCUS
O treinador exclusivo do Stud Best Friends, Carlos André, continua mostrando serviço com os puros–sangues alojados no Centro de Treinamento do Vale do Itajara. Montado por Wesley Silva Cardoso, no final de semana, Oxford Circus deu um vareio, de ponta a ponta, na parceirada, demonstrando boa adaptação ao tiro curto de 1000 metros. A decisão de fugir do calor neste período de verão tem se mostrado decisão bastante acertada.
