Ninguém consegue promover melhor um evento do que os americanos. Qualquer que seja a festa, quando o famoso “Is Show Time” é pronunciado, as luzes se acendem e o mundo aplaude.
Outra mania americana é realizar concursos de tudo, de arremesso de anão a quem consegue comer mais hot dogs em determinado tempo. Mas, justiça seja feita, eles dão show mesmo.
E, na próxima segunda–feira, no luxuosíssimo Beverly Wilshire, em Beverly Hills, Califórnia, será realizado o 36° Eclipse Awards, o verdadeiro “Oscar” do turfe americano. São 15 categorias, 11 para os animais, incluindo o prêmio de “Horse of the Year”, e quatro envolvendo profissionais. Assim como na premiação do cinema, aquele que agraciado com o prêmio, ganha status de celebridade.
Vamos conhecer um pouco da história desta grande festa americana e, este ano, com um fortíssimo candidato sul–americano.
O evento e quem elege os vencedores.
Realizada pela primeira vez em 1971, numa iniciativa do mais importante jornal especializado dos Estados Unidos, o Daily Racing Form, a festa do Eclipse Awards é o ponto alto para criadores, proprietários e profissionais do turfe americano. A entrega do prêmio sempre ocorre no mês de janeiro. Para decidir os ganhadores, 313 pessoas votam. São 157 representantes da National Turf Writer’s Association (Associação de Jornalistas de Turfe), 79 funcionários do Daily Racing Form e 77 membros da National Thoroughbred Racing Association (NTRA). Todos os votos são apurados até 27 de dezembro.
Os primeiros laureados.
O primeiro jóquei a receber o Eclipse, em 1971, foi o panamenho Laffit Pincay Jr., que teve recentemente o seu recorde mundial quebrado por Russell Baze. O primeiro treinador agraciado foi Charles Whittingham, que também venceu nos anos de 82 e 89. O primeiro “Horse of the Year” pertenceu a Ack Ack, aos 5 anos de idade.
Os grandes campeões.
Nos 35 anos de festa, alguns profissionais e corredores obtiveram conquistas memoráveis. Entre os jóqueis, o grande campeão do Eclipse Awards é Jerry Bailey, que conseguiu a incrível marca de sete vitórias, sendo as três primeiras de 95 a 97 e as outras quatro de 2000 a 2003. Entre os treinadores, o campeão é Robert “Bobby” Frankel, com cinco vitórias, a primeira em 1993 e as outras quatro de 2000 a 2003. Forego conseguiu um feito histórico ao tornar–se tricampeão do Eclipse, vencendo de 1974 a 1976. Outros grandes craques conquistaram o bicampeonato, casos de Secretariat (72/73), Affirmed (78/79) e Cigar (95/96).
Brasileiros premiados na festa.
Nos 35 anos da premiação do Eclipse Awards, dois corredores brasileiros tiveram a honra de derrotar os americanos, ficando com o prêmio. Em 2000, Riboletta, de criação do Haras Santa Ana do Rio Grande, que em pistas americanas defendeu a farda de Aaron Jones, levou o prêmio de melhor égua adulta dos Estados Unidos. E em 2005, Leroidesanimaux, criação do Haras Bagé do Sul e propriedade do Stud TNT, ficou com o troféu de melhor corredor em pista de grama.
Um argentino quase barbada.
Embora indicado ao lado de grandes corredores como Lava Man e Premium Tap, o craque argentino Invasor, invicto em quatro apresentações nos Estados Unidos, é o grande favorito para levar o título de “Horse of the Year”. Venceu as quatro provas de Grupo I que disputou, culminando com um triunfo espetacular da Breeders’Cup Classic, deixando claro que nenhum outro cavalo foi melhor do que ele no ano de 2006 em pistas americanas. Agora, é aguardar segunda–feira e conferir os ganhadores.
por Marco Aurélio Ribeiro