A DESPEDIDA DO PRIMEIRO SEMESTRE NO ANO HÍPICO DE 2023–2024
Na próxima terça–feira, dia 26 de dezembro de 2023, o turfe carioca se despede do primeiro capítulo, do ano hípico de 2023/2024, com reunião de 10 páreos. A Secretaria da Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro organizou programa, com início, às 17h45, e, o encerramento das corridas, às 22h15. Um detalhe relevante é que todas as provas da última jornada turfística do ano estão programadas para a pista de areia. O hipódromo do Rio de Janeiro, localizado na Gávea, e centros de treinamento, na região serrana, estão repletos de puros–sangues alojados, de preferência absoluta pela raia de grama. E, além disso, ocorreu diminuição quantitativa de sua população, através da passagem dos anos. A capacidade de formar programação só com corredores de areia deve ser considerada fator expressivo, e um motivo para ficar otimista, de melhores dias, para o segundo semestre, em janeiro de 2024.
Ao passar uma vista rápida nos páreos a serem disputados, salta os olhos a preferência absoluta de proprietários e treinadores por dois jóqueis, Henderson Fernandes, o campeão da estatística, da última temporada, que monta todos os páreos, e Leandro Henrique, que só estará ausente, numa prova. Portanto, o placar de 10 a 9, sugere um possível duelo, entre eles, até o final de junho. Outro detalhe importante, também chama a atenção. Bruno Queiroz, de férias com a família, no Brasil, porém radicado no exterior, assinou 8 montarias, ou seja, criou raízes por aqui. Numa semana em que ganhou quatro páreos, já de passagem marcada, para ir embora, tem passaporte imediato, para retornar, no fim do seu compromisso fora do Brasil. Sem dúvida, um profissional de valor, com carreira consolidada. Vale ressaltar ainda, o Valdinei Gil, terceiro colocado no ranking, com 50 vitórias.
TREINADORES
No ranking dos treinadores, Luiz Esteves manteve hegemonia nos resultados, com 60 vitórias no final da primeira etapa do ano hípico. Entretanto, Adélcio Menegolo, segundo colocado, com 45, dividiu com ele, até o início desta semana, a primeira posição na estatística clássica. Leonardo José Reis, e Júlio César Sampaio mantém boa disputa pelo terceiro posto, e Roberto Morgado Neto, e Marco Aurélio, possuem admirável média de aproveitamento, sempre próximos ao pelotão de elite. A maior surpresa da temporada é César Gustavo Neto, com elenco de pensionistas apenas razoável, mas com resultados importantes.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
O treinador, Jaime Moniz Barreto Aragão, brilhou na apresentação de L’ Ente Supremo, de propriedade da Coudelaria Atafona, e criado no Haras Santa Maria de Araras, brilhante ganhador da Prova Especial Troyanos, por coincidência também criador do eterno campeão. Lindo no galope de apresentação, e em período de franca evolução, o filho de Emcee e Rubia Del Rio, por Put It Back, por muito pouco, não bateu o recorde dos 1900 metros, na areia. Parabéns a toda a equipe do profissional. É motivo de orgulho ter um puro–sangue apresentado em estado atlético tão espetacular. Desempenho perfeito de V. Gil em seu dorso.
PERSONAGEM
Depois de ficar fora do país por um bom tempo, Bruno Queiroz, de férias nas festas natalinas, deu ótimo recado e comprovou sua qualidade. Longe dos cavalos daqui, dos treinos, e do ambiente, encerrar a semana com 4 lindas direções comprovam sua categoria, e o enorme futuro na profissão. Parabéns. Não perdeu tempo, amadureceu, e ter ficado longe de uma família, tão unida e carinhosa, ao invés de prejudicar, lhe obrigou a se virar, crescer e evoluir diante das dificuldades. Impecável com Wenzelson, da Coudelaria PRB; Just My Type, de Maria Valdirene do Nascimento; Ripped Jeans, do Stud Tigrão, e, Jet Tori, de Telmo Nunes Estrella. Triunfos escamados e difíceis, todos frutos de sua enorme qualidade na profissão.
JOQUEADA DA SEMANA
No turfe brasileiro, nesta semana, não aconteceu joqueada tão impressionante e extraordinária, quanto a do cearense, Francisco Leandro, na milha internacional do turfe argentino, o Gran Prêmio Joaquin S. de Anchorena, Grupo 1, no dorso de Huapango Torero, defensor do Haras Pozo de Luna. Técnica, para driblar as dificuldades do percurso de um páreo com 22 concorrentes. Frieza indispensável, que o fez ter calma para esperar o momento exato para dar a partida final. E, aquela estrela, que alguns preferem chamar de sorte, para chegar a tempo de ganhar um dos páreos mais importantes da América do Sul.
Logo em seguida, por diferença mínima, perdeu na fotografia, o Gran Prêmio Carlos Pellegrini, páreo mais importante do continente, no dorso de No Fear, égua craque do Stud Rio Dois Irmãos. Neste caso, também esteve perfeito. Porém, era a estrela do paraguaio, Eduardo Ortega Pavon, jóquei de El Encinal, que estava de plantão. Talvez, papai do céu tenha achado que já era demais. Leandrinho encerra 2023, com 518 vitórias, até o momento, recordes sul–americano e argentino de triunfos, numa mesma temporada, e passou a fazer parte do Clube dos 500. Ou seja, entrou para um seleto grupo dos 5 únicos jóqueis que conquistaram mais de 500 vitórias num único ano. Agora está ao lado dos lendários Kent Desormeaux, Chris MacCarron, Edgar Prado, e Sandy Halley.
