Edson da Silva Gomes, 36 anos, nascido na cidade de Campos, é casado e tem 2 filhos, David, 17 anos, e Jonathan, 11. É filho de Genildo Gomes (G.Gomes), antigo jóquei e treinador, que sempre exerceu a profissão no prado campista.
Edson tem 10 irmãos homens e quatro deles também optaram pela carreira de jóquei: G.S.Gomes, L.F.Gomes, J.S.Gomes e J.C.Gomes. Luiz Fernando (L.F.Gomes), ótimo piloto, foi por diversos anos ganhador da estatística de Campos. Montava esporadicamente no Rio, onde obteve várias vitórias, mas nunca quis deixar sua cidade para se fixar, definitivamente, na Gávea.
Também considerado jóquei de bons recursos, Edson passou cerca de 12 anos atuando no turfe carioca, porém, sempre participando das reuniões de Campos. Foi contratado do Haras Santa Bárbara dos Trovões, do saudoso João Siciliano, cujos animais, na época, eram treinados por Dulcino Guignoni. Montou para alguns dos mais importantes studs do Rio e o treinador que lhe proporcionou o maior número de vitórias foi o próprio Guignoni.
Considera Bat Masterson o melhor animal que dirigiu, tendo conduzido o defensor do Haras Santa Ana do Rio Grande no GP Brasil de 1990, dominado pelo inesquecível Flying Finn. Bat Masterson chegou na nona colocação. Em outro GP Brasil, o de 1988, vencido por Carteziano, montou Kahbar, fechando a raia. Além de Bat Masterson, seleciona o tordilho Naiche e, entre os velocistas, Guardian Classic, do Santa Bárbara dos Trovões.
– Como você vê a situação do Jockey Club de Campos, com a interrupção das atividades?
– As reuniões de Campos fazem muita falta. A maioria dos animais que correm lá, também faz campanha na Gávea, colaborando para fortalecer os programas do JCB.
– E a situação dos profissionais campistas?
– É aflitiva, já que dependem unicamente da atividade para sustentar suas famílias. O presidente Orlando Rocha tem procurado ajudar a todos e se esforça para que as corridas voltem. Estamos torcendo pela solução, para o bem turfe no estado e, principalmente, para garantir a sobrevivência dos profissionais.
por Sérgio Rezende