A diretoria do Jockey Club Brasileiro homenageia, hoje à tarde, no Hipódromo da Gávea, às 14h25, um dos mais apaixonados turfistas, que já pisaram no seu espaço, e, sem dúvida, o maior gênio do humor da história do Brasil. O cearense de Maranguape, Francisco Anysio de Oliveira Paula, o eterno, Chico Anysio. Pela primeira vez será corrida a Prova Especial com seu nome, nos 1000 metros, na pista de grama do prado carioca, que agora faz parte do calendário clássico da Gávea. O Stud Chico City, cujo titular, prestigiou a atividade turfística nos hipódromos de todo o Brasil, por onde correram os seus puros–sangues. Chico amava de paixão os cavalos e as corridas.
New Export, ganhador dos Grandes Prêmios, Estado do Rio de Janeiro e Francisco Eduardo de Paula Machado, em 2005, foi o melhor deles. Negociado para o exterior, não conquistou a tríplice–coroa. O treinador era o saudoso, Marcos Ferreira, e o seu jóquei, Rodrigo Salgado, o Salgadinho. No dia a dia, na cocheira, ou nas arquibancadas do hipódromo, Chico deixou algumas lições de vida, por onde passou. E, dois conselhos, que fazia sempre questão de repetir nas rodas de bate–papo, com os seus amigos turfistas:
"Se conselho fosse bom a gente não dava de graça. A gente vendia por alta soma. Mas eu só tenho certeza de duas coisas nesta vida. Não fumar de jeito nenhum. Se eu consegui fazer toda esta agitação na vida, e criar tantos personagens, com apenas um pulmão. Imagina até onde poderia ter chegado se o cigarro não me fizesse perder o outro?", repetia ofegante e bem humorado na sua cocheira no prado. E a outra tirada, era genial. "O sujeito deve dormir pouco. No máximo, quatro horas por dia. Se ouvir o conselho dos médicos, que recomendam dormir 8 horas por dia, aos 60 anos, terá passado 20 deles dormindo. Com certeza, um enorme desperdício", dizia e piscava o olho, com ironia.
Os velocistas Rey de Mônaco, Liveordie, King Two, Henry Fonda, La Petit Lili e Nabuki formam o campo deste páreo histórico, em homenagem ao mais incrível e genial personagem da história de Chico Anysio. Ele próprio...
por Paulo Gama