Com o título acima, o Jockey Club do Rio Grande do Sul se posiciona, oficialmente, através de seu site, em relação a transtornos ocorridos durante o simulcasting Gávea/Cristal, na última quinta–feira de 2006.
Eis a transcrição – ipsis litteris – do registro:
"A reunião turfística desta quinta–feira (28/12) no Hipódromo do Cristal foi, sem dúvida, uma das mais humilhantes para o Jockey Club do Rio Grande do Sul. Justamente no limiar de 2006, quando os gaúchos esperavam encerrar as atividades de forma alvissareira, abrilhantada pela realização do Clássico José Pinheiro Borda, em 2.100 metros, com os melhores corredores locais, o parceiro JCB não permitiu que a principal prova da jornada fosse transmitida ao vivo para todo Brasil.
Foi com perplexidade que os turfistas assistiram os onze animais do Clássico Encerramento alinhados no partidor e o comunicador (ou técnicos) da TV Jockey do Rio de Janeiro dando prioridade para o canter de um páreo de claiming na Gávea. E, mesmo depois de concluído o passeio, com o páreo correndo em Porto Alegre, não liberaram o link passando a apresentar a reta final do páreo anterior.
Mais vexatório ainda foi anunciar que o Clássico de Porto Alegre seria mostrado em gravação como, aliás, o foram outros dois ou três páreos pelos mesmos motivos apontados.
Desta forma, amordaçando inapelavelmente o parceiro, que deveria, até, ter uma certa prioridade nas transmissões, pois afinal a quinta–feira é do turfe gaúcho, não há como o turfe, descentralizado do eixo Rio/São Paulo, prosperar no país.
O simples falar em simulcastig entre JCRGS e JCB já é motivo de pânico entre administradores e profissionais do Cristal.
E, é bom que se diga, porque os críticos de plantão estão por aí para “cair de pau” sobre a diretoria do JCRGS, que os problemas que determinaram o retardamento das corridas do Cristal não foram provocados por falhas técnicas no sistema de Porto Alegre e sim no Rio de Janeiro, que "não conseguia" acoplar no seu sistema os dados (imagem e som) gerados do Hipódromo do Cristal.
Os esforços dos diretores Cláudio Balduino Souto Franzen, da comissão de corridas, e Carlos Roberto Dias, de apostas, junto ao Sr. Cavalcanti, na Gávea, foram em vão na medida em que nenhuma providência foi articulada para solucionar o problema, deixando a nítida impressão de que os supostos problemas nunca existiram e que só havia um jogo de interesses da entidade maior para iniciar a sua programação antes do Cristal.
Enfim, foi uma noite de muita indignação para o turfe gaúcho, com reflexos negativos no movimento de apostas."
fonte: site JCRGS