No auge de uma das tantas crises que o turfe vivenciou, um grupo de criadores e proprietários, liderados pela extinta APFT – Associação Paulista de Fomento ao Turfe, a ABCPCC – Associação Brasileira de Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida e a ACPCPSI – Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro Sangue Inglês – Raia Leve, contrataram junto a Dextron Management Consulting, um diagnóstico sobre a situação do turfe no Brasil e considerações para melhorias plausíveis.
Este trabalho, denominado de "PROJETO TURFE FORTE – Diagnóstico da situação atual do turfe no Brasil", foi apresentado em 27 de junho de 2010 em uma solenidade no Jockey Club de São Paulo para as entidades contratantes e contando com a presença de mais de 60 renomados proprietários e criadores de cavalo de corrida do país.
Apresentando um amplo levantamento, inclusive do comportamento – situações, problemas e soluções adotadas – do turfe internacional em diversos países de quatro continentes, passando por um exame em profundidade da atividade no Brasil, e com a apresentação de recomendações gerais para o fomento do turfe no Brasil, foi a linha básica do projeto.
Das diversas recomendações gerais apresentadas pelo PROJETO TURFE FORTE, a apontada como mais importante e urgente era a adoção da PEDRA ÚNICA a ser desenvolvida pelos quatro maiores hipódromos do país, com a unificação da captação de apostas em simulcasting nacional.
Passados treze anos, nada do Projeto foi aproveitado pelos clubes. Talvez pelos problemas financeiros de cada entidade, mas, principalmente, por falta de interlocução de seus dirigentes em cada época.
Agora, enfim, teremos no próximo sábado, 11 de fevereiro, o lançamento da PEDRA ÚNICA entre o Jockey Club Brasileiro e o Jockey Club de São Paulo, presididos, respectivamente, por Raul Lima Neto e Benjamin Steinbruch.
Méritos dos dois presidentes, embora Raul Lima Neto tenha se destacado mais na concepção e colocação em prática da sempre aguardada providência.
O importante, é que com esta atitude, o PROJETO TURFE FORTE volte à evidência, posto que, mesmo após treze anos, suas diretrizes e recomendações permanecem atuais e indispensáveis ao soerguimento do turfe brasileiro.
Sua leitura e apoio valem a pena.
Da Diretoria