O turfe argentino não dá sopa para o azar. Logo no primeiro sábado, do seu ano hípico, com início nos primeiros dias do mês de janeiro, os dirigentes do hipódromo das máquinas de caça–níqueis, localizado no bairro nobre de Palermo, organizaram maratona turfística de 16 carreiras, a partir das 14h, e duas provas de grupo. No sétimo páreo será corrido o Clássico Apertura, Grupo 2, para éguas de 3 anos e mais idade, na distância de 2200 metros, na grama. E, um pouco mais tarde, na nona competência, como dizem os argentinos, o Clássico Buenos Aires, Grupo 3, em 1600 metros, para cavalos, de 3 anos e mais idade, em 1600 metros, também na relva.
O jóquei brasileiro, Francisco Leandro Gonçalves, pentacampeão da estatística portenha, não parece disposta a perder o trono, e começou o ano a todo vapor. Nos primeiros cinco dias de corridas, o campeão conquistou 15 vitórias. A ascensão do jovem, Gonzalo Borda, muito requisitado, por treinadores e proprietários, não pegou o cearense de surpresa. Borda já aparece no segundo lugar, com cinco pontos, um a mais do que Martin Javier Valle, com 4 pontos, outro nome forte da geração anterior a de Borda, e, com o trunfo de ser bicampeão do GP Carlos Pellegrini, com Village King, em 2021, e The Punisher, em 2022. Belo cartão de visita.
Francisco Leandro, 33 anos, atravessa o melhor momento de sua carreira. Hoje à tarde, em Palermo, ele assumiu 11 compromissos de montaria. Quer aparar um possível avanço dos mais novos. Os mais experientes, William Pereyra, vice–campeão, nos últimos três anos, Brian Enrique e Juan Villagra, ele tem derrotado, com assiduidade, nas últimas temporadas. A sua estratégia parece ser a de fugir na frente, neste início de ano hípico. Porém, a estrada é longa, e só termina em dezembro.
Por Paulo Gama