FESTIVAL DO GP BENTO GONÇALVES TEVE ROTEIRO EMOCIONANTE
No último sábado, no Hipódromo do Cristal, foi realizada mais uma edição do tradicional Grande Prêmio Bento Gonçalves. E, depois de acompanhar atentamente, tudo o que aconteceu de bom nas pistas dos hipódromos nacionais, a festa gaúcha, sem sombra de dúvida, apresentou os maiores e, também, os melhores ingredientes, em termos de paixão e amor pelo esporte. O duelo, entre o campeão, El Cosechero, de criação e propriedade de Fabiane de Mattos, e a feroz desafiante, Queen of Clubs, da Coudelaria F. B. L., nos proporcionou, como turfistas, momentos únicos para todos aqueles que respiram o turfe por todos os poros. A consistência absurda do filho de Alcorano rivalizou com a valentia da potranca tríplice–coroada, numa queda de braço épica entre dois puros–sangues da mais absoluta exceção. Pecado mortal seria dizer que houve alguém derrotado. Um páreo histórico para os privilegiados que o presenciaram de perto, no Hipódromo do Cristal. Foram 2400 metros eletrizantes. Parabéns a diretoria do Jockey Club do Rio Grande do Sul pelo espetáculo proporcionado. E o Movimento Geral de Apostas (MGA) alcançou R$ 568.945,71, com os 14 páreos disputados.
HARAS UBERLÂNDIA
Vale registrar o desempenho espetacular do tradicional, Haras Uberlândia, no turfe gaúcho. Parabéns ao treinador, Luciano Arias, que conquistou a prova de velocidade, GP ABCPCC, com Lord of Westbury, e o GP Presidente da República, com o potro Ofir. O titular da coudelaria deu entrevista, visivelmente emocionado, pois marcava presença no prado gaúcho pela primeira vez. Foi uma estreia auspiciosa, e revestida de grande emoção. Entusiasta do esporte, o Haras Uberlândia mantém puros–sangues em atividade no turfe carioca e no paulista.
TURFE PAULISTA TEM PLANOS AMBICIOSOS
O Presidente do Jockey Club de São Paulo, Benjamin Steinbruch, em reunião com proprietários e profissionais de turfe, anunciou algumas providências ambiciosas, a serem tomadas nas próximas semanas. Segundo o dirigente, a dotação do prêmio do páreo de potros de 2 anos, será elevado para R$ 13. 500. Além disso, será pago um bônus, para igualar o prêmio do Turfe carioca, que será de R$ 17 mil. O objetivo é de incentivar a permanência dos cavalos, no turfe paulista. Vale a pena conferir a matéria sobre o assunto na Revista Turf Brasil, da jornalista Karol Loureiro. A ideia central, segundo a entrevista com o dirigente, é aumentar a população equina, em mais uns 150 a 200 puros sangues e voltar a dar duas reuniões no final de semana. Se isso acontecer será um gol de placa.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
De volta ao turfe carioca. Chamou bastante a atenção, a boa apresentação de Ouro Black, da Coudelaria Atafona, aos cuidados de Jaime Muniz Aragão. Depois de triunfo recente, quando foi nosso destaque aqui neste espaço, subiu de turma, e voltou a passar o cerol na parceirada. Conduzido por Francisco Chaves, largou, tomou a ponta e seguiu imponente para o disco. Estado atlético exuberante este filho de Mutasallil, criado no modelar Haras Di Cellius.
JOQUEADA DA SEMANA
Bruno Queiroz teve desempenho impecável no dorso de Porcini, do Stud J. Lírio Aguiar, com a farda do comendador, de volta a raia carioca. Correu o pensionista de Leonardo Reis apoiado, nas últimas colocações, se aproximou aos poucos, com enorme confiança e tranquilidade, e fez correr na hora certa, para obter o triunfo, numa das melhores direções da temporada.
PERSONAGEM
Bruno Ulloa brilhou na apresentação do valente Coco Bongo, de criação do Haras Fronteira, e propriedade de Lucas Martins Baldi. Puro–sangue que superou alguns problemas físicos em sua campanha. O filho de Glória de Campeão e Água de Coco, por Our Emblem, depois de campanha vitoriosa com a farda do Stud Winchester 45, parou para reparos, e voltou com a corda toda. Obteve na última segunda–feira, a sua sétima vitória, em apenas 12 saídas, com mais dois segundos lugares. Cavalo de ferro, valente, e de brio. Parabéns ao Bruno e sua equipe, que sempre o apresenta no último furo.
FRANCISCO LEANDRO
No dorso do tordilho Miriñaque, de propriedade do Stud Parque Patrícios, e treinamento de Maria Cristina Muñoz, o jóquei, Francisco Leandro, alcançou o tricampeonato, do Grande Prêmio Dado Rocha, Grupo 1, a prova mais importante do turfe de La Plata. Leandro havia conquistado o triunfo, em 2020, com Emotion Orpen, e, no ano passado, com Zuran Zuran. O brasileiro soma 388 vitórias na temporada, e, no final de dezembro, vai comemorar o pentacampeonato da estatística no turfe argentino. No mesmo dia, o cearense ainda conquistou a prova de velocidade, com Rudy Trigger, da mesma coudelaria, e outras três vitórias. Uma máquina de ganhar corridas.
MGA NA GÁVEA SEGUE ABAIXO DA META
Mais uma vez, o Jockey Club Brasileiro teve Movimento Geral de Apostas (MGA), abaixo da meta de R$ 600 mil, estabelecida por sua própria diretoria para não ter prejuízo. No domingo, R$ 450 mil, na segunda, R$ 574 mil, e, na terça, R$ 545 mil. Nesta semana serão apenas duas programações, no domingo, e na terça–feira. Na segunda–feira, o dia de maior faturamento, tem jogo da Seleção Brasileira.
