FESTIVAL DA BREEDER’S CUP É MAIOR ATRAÇÃO DO TURFE MUNDIAL
O verdadeiro turfista carrega no peito profundo sentimento de admiração e encantamento pelos puros–sangues de exceção. Àqueles que possuem aceleração capaz de arrastar as multidões para os hipódromos mundo afora. Àqueles que conquistam as taças mais importantes nos países, e, nos continentes, onde são disputados os melhores páreos. E, nesta semana, como acontece anualmente, é realizado o Festival da Breeder’s Cup, nos Estados Unidos, onde reside o maior rebanho de equinos do planeta Terra. Neste ano de 2022, no Hipódromo de Keeneland, no Kentucky, mais uma vez, os aficionados pelo esporte se reúnem para ver em ação as grandes estrelas de quatro patas. Estes verdadeiros bólidos, a mais de 60 quilômetros por hora, em busca da glória de colocar em seus currículos o triunfo na famosa e consagradora Breeder’s Cup. Preparados pelos treinadores mais famosos, e conduzido por jóqueis consagrados, e, considerados verdadeiras lendas no dorso dos cavados, eles irão escrever mais alguns capítulos da inesquecível história do turfe.
Percursos diferentes, raias também. Provas para diversas idades, outras tantas só para fêmeas, outras ainda, com mistura de gêneros. Enfim, um cardápio dos mais variados, para todos os gostos, e, uma grande estrela do espetáculo. O cavalo de corrida, considerado pela maioria, o melhor em atividade no atual turfe internacional. Flightline. Na Breeder’s Cup Classic, em 2000 metros, na areia, ele é apontado como o grande favorito, num campo repleto de estrelas da companhia. E, o motivo é muito simples. Invicto, depois de cinco apresentações, Flightline exagerou no seu último triunfo de Grupo 1, no Pacific Classic, em Del Mar. Ele ganhou por mais de 19 corpos, e fez os turfistas mais antigos lembrarem do corredor mais famoso da história, Secretariat. Um craque virou artista de Hollywood, ao conquistar a tríplice–coroa em Belmont Park. Há muito tempo um puro–sangue não chamava tanto a atenção do mundo numa vitória. Todos os páreos do Festival terão transmissão da TV Turfe, do JCB, ao vivo, nos dias 4 e 5 de novembro, as próximas sexta–feira e sábado.
CLÁSSICOS DA GÁVEA
Passadas as emoções da Breeder’s Cup, no domingo, o turfista carioca terá um meeting de bom nível técnico com a disputa de três provas de Grupo, os GPs, Adhemar e Roberto Gabizo e Faria, Antônio Joaquim Peixoto de Castro Jr., e João e José Carlos de Figueiredo, somadas as duas provas clássicas para os três anos, Ernane de Freitas e Octávio Dupont, para potros, e potrancas, respectivamente. Jorel, Don Cambay, Sugar Daddy e On Line, nos 2400 metros, e Jet Class, na prova de 1600 metros, são os melhores. Equilíbrio entre os velocistas, com Jonnos, provável favorito.
PERSONAGEM
O jóquei Henderson Fernandes tem procurado, ao máximo, aproveitar a ausência das pistas do campeão da última estatística, Leandro Henrique. E o tem feito, com entusiasmo, competência e dedicação. Semana após semana tem tido a hegemonia na raia, e somado pontos importantes para conseguir margem suficiente para aparar a reação do pernambucano no seu retorno. Os demais concorrentes não têm conseguido acompanhar a volúpia do seu desempenho. Fernandes tem montado para os proprietários e treinadores habituais, e, conseguiu abrir espaço em outras fronteiras, onde, anteriormente estavam rivais. Está ganhando com tudo e para todos.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Orlando Luís Silva, popularmente conhecido por Landinho, brilhou na apresentação de King Eleven, do Stud Tricolores, no quinto páreo de segunda–feira. Estava tão bonito no galope de apresentação, que apesar da preferência absoluta pela pista de grama, acabou por conquistar, na fotografia, o triunfo na areia pesada. Direção do competente recordista mundial, Jorge Ricardo. Aos 62 anos, Landinho escreveu boa história no turfe carioca nos últimos 30 anos, a maioria com defensores da farda do Stud Vert Blanc Rouge. Lembro–me de Yescrezo, Tomajo Dancer, Guercino, ganhador da Copa ANPC na areia, e Rag Boy. E ainda cuidou de Nomás, defensor do Stud Fazenda e Haras Harmonia. Outro bom corredor. Com número bem reduzido de pensionistas, hoje em dia, Landinho é um exemplo do que acontece com outros profissionais, vítimas da baixa população de equinos no Brasil. Uma pena!
JOQUEADA DA SEMANA
Na verdade, Henderson Fernandes deitou e rolou nas raias cariocas. Focado, confiante e bom largador, um triunfo, em particular, bem ao seu estilo, chamou bastante a atenção. Ouro Black, da Coudelaria Atafona, medicado de fenil, e de lasix, pela primeira vez, pegou pela frente um páreo encardido. Bem preparado por Jaime Moniz Aragão, o filho de Mutasallil largou a tapas e beijos com Fernandes, tomou a ponta, e se impôs com valentia e estado atlético exuberante. Parabéns aos dois profissionais.
O CLUBE DOS R$ 400 mil
O Movimento Geral de Apostas (MGA) do turfe carioca entrou, definitivamente, para o clube dos R$ 400 mil. R$ 412 mil, no domingo, R$ 461 mil, na segunda, e R$ 471 mil, na terça. A expectativa de reação deverá acontecer esta semana, com dois programas de 9 páreos, um a mais do que este último conjunto, com três reuniões de apenas 8. No domingo, teremos cinco provas do calendário clássico. Em outros tempos, bateria R$ 1 milhão. No último ano, logo após o fim da pandemia, com certeza R$ 800 mil. Porém, nos últimos dois meses, se alcançar os R$ 700 mil, será possível soltar fogos na Zona Sul do Rio de Janeiro.
