FESTIVAL DA PEGASUS É DESTAQUE DA SEMANA NO TARUMÃ
A partir de amanhã, quinta–feira, dia 20 de outubro, o turfe brasileiro terá 7 dias ininterruptos de corridas nos principais hipódromos do país. Mais uma vez, o Hipódromo dos Cristal, em Porto Alegre vai dar início a longa jornada, com a sua tradicional reunião das quintas–feiras, com 9 provas, das 15h50 até às 20h05. No dia seguinte, depois de muito tempo, o Hipódromo da Gávea promoverá a antiga programação na sexta–feira, com 9 páreos, das 18h15 às 22h15. No sábado, em Cidade Jardim, se realizará a habitual reunião semanal, com o mesmo número mágico, 9 carreiras, entre às 14h e às 17h53.
O Hipódromo do Tarumã, em Curitiba será o protagonista da semana, no domingo, com o Festival da Pegasus Brasil. A reunião paranaense terá 10 competições, com amplo destaque para as provas da Pegasus. A 1ª Pegasus Brasil Classic, em 2100 metros, na grama, a 2ª Pegasus Brasil Sprint, em 1100 metros, também no gramado, e a V Pegasus Brasil, como sempre acontece, em 1400 metros, na areia. Presença de puros–sangues de qualidade e nível de excelência nos páreos programados. Na segunda e na terça, o turfe carioca encerra a longa programação turfística, com duas reuniões noturnas, no mesmo horário, das 18h às 22h. Tremenda maratona.
MGA BATEU R$ 600 MIL NO ÚLTIMO SUSPIRO
O turfe carioca teve melhoria regular esta semana com relação ao seu Movimento Geral de Apostas (MGA). Nas duas primeiras reuniões, domingo e segunda–feira, faturou R$ 527 mil e R$ 547 mil, respectivamente, ou seja, pouco abaixo dos R$ 600 mil, limite considerado imprescindível pela diretoria do JCB para não ter prejuízo. E ontem à noite, na última reunião da semana, arrecadou R$ 600 mil cravados, e pode comemorar o empate com gosto de título no futebol.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Saint Barth, de criação e propriedade do Haras Clark Leite, treinado por Luiz Esteves, foi o cavalo que chamou mais atenção no turfe carioca esta semana. Conduzido por Henderson Fernandes, atual líder da estatística na Gávea, ganhou com muita autoridade, numa exibição que deve reconduzi–lo a esfera clássica, onde já figurou com desenvoltura no início de campanha. Filho de Agnes Gold e Veil Rose, por Signal Tap, desde os primeiros treinos produziu exercícios promissores.
JOQUEADA DA SEMANA
O aprendiz Dylan Silva Machado tem demonstrado precocidade neste início de carreira. No dorso de Novo, do Stud Araguari–Mg, treinado por este baita profissional que é José Antônio Lopes, o Biduca. O jovem foi frio, calculista e confiante para obter lindo triunfo no tiro curto de 1000 metros, com um cavalo atropelador. Mais uma vez, Agnes Gold presente, entre um dos nossos eleitos. Parabéns a todos os envolvidos neste triunfo emocionante.
PERSONAGEM
Os resultados do treinador Luiz Esteves falam por si. Na reunião do último domingo na Gávea, o profissional ganhou seis, dos 9 páreos disputados, inclusive a prova central, o Grande Prêmio Armando Rodrigues Carneiro, com Jeito Seu, do Haras do Morro. Normalmente, quando se elogia o resultado do profissional, os idiotas da objetividade argumentam. "Mas ele tem muitos cavalos, muitos potros, e os melhores proprietários". Até parece aquela propaganda de biscoito da televisão. "Será que ele vende mais por que é fresquinho. Ou ele está sempre fresquinho por que vende mais? A resposta do profissional, jóquei ou treinador, tem de ser dada na raia. Assim sempre dizia o saudoso treinador João Luiz Maciel. Contestado por ter origem de família de classe média alta, e não ser oriundo da família turfística, ou seja, filho ou neto de profissional do meio, ele passava o cerol, sem dó ou piedade na concorrência. Luiz Esteves foi jóquei e tem origem de lidar com os cavalos desde cedo. Mas, em suas entrevistas, sempre repete com humildade, que aprendeu muita coisa com J. L. Maciel. Gostava de ir semanalmente ao CT Vale da Boa Esperança para vê–lo treinar. Parece que prestou bastante atenção no serviço.
