Alpinista, extraordinária égua tordilha, filha de Frenkel e Alwilda, conduzida pelo jóquei Luc Morris, e preparada pelo treinador Sir Marc Prescott, confirmou o favoritismo que lhe foi dado pelo do público presente ao lendário Hipódromo de Longchamp, em Paris, e conquistou com autoridade a 101ª edição do Prix L’Arc de Triomphe, corrido em 2400 metros, na grama. Sem dúvida, uma das provas mais importantes e tradicionais do turfe mundial, com a fantástica bolsa de 5 milhões de euros. Vadeni, conduzido por Christopher Soumillon, um dos mais populares ginetes europeus, formou a dupla, enquanto, Torquarto Tasso, campeão da temporada passada, e que tentava o bicampeonato, conduzido pelo famoso piloto italiano, Franco Dettori, arrematou em terceiro lugar, muito próximo aos seus dominadores.
Al Hakeem, com C de Muro, finalizou na quarta posição, com a outra égua inscrita na prova, Grand Glory, além da própria ganhadora, Alpinista, arrematando na quinta e honrosa colocação. Afinal, havia um lote com a presença de 20 puros–sangues, entre os melhores que habitam a face da Terra. O público lotou as dependências do tradicional hipódromo parisiense. E, a largada, debaixo de chuva, não representou qualquer problema para o público turfista europeu, acostumado com provas importantes em raia de grama macia ou pesada.
A única surpresa ficou por conta da colocação da prova central, no quarto páreo, na reunião de 9 carreiras. Normalmente, o Prix L’Arc de Triomphe é estrategicamente colocado entre a sétima e a oitava prova. Mas ninguém reclamou. Pelo contrário. A grande presença do público feminino nas tribunas valorizou demais o triunfo de uma égua sobre tantos cavalos badalados. Havia até torcida organizada de mulheres para Alpinista. E, para alegria das fãs, a super craque derrotou os cavalos.
Por Paulo Gama