Qual é a característica da grande obra? Para mim, ser um projeto inacabado sempre possibilitando melhorias em seu conteúdo. Creio ser uma discussão estéril e falsa, discordar deste fato, pois, cada um tem uma forma distinta de ver as coisas. Mas creio que achar que uma obra, por melhor e maior que seja, é definitiva, soa a mim, como desistência em evoluir na questão. Não haveria a sétima, se Beethoven, achasse que a quinta era definitiva...Nós, seres humanos, somos elementos em eterna formação. O repaginamento de nossos conhecimentos, aliados a experiência ganha em vida, norteia nossas aspirações. Dividindo–nos em seres polêmicos ou não. Sim todo aquele que repagina através da mudança dos tempos, e extravasa estes seus pensamentos, acaba por se tornar num ser polêmico, pois, constantemente desafia as bases.
O raciocínio rápido, objetivo e acima de tudo lógico, pega a muitos desprevenidos, e até que concebam, que as mudanças propostas são realmente racionais, a viabilidade de se entender e concordar é pequena. Logo, o ser em evolução, tem que ter paciência, coisa, que não me parece ser características de pessoas com este perfil.
Conheci o Edson Alexandre quando o Brasil, ainda vivia sobre um regime militar. O turfe dava seus primeiros passos a comercializar–se e o Edson, era aquele cara falante, de grandes idéias, e que vislumbrava, qualquer que fosse o tamanho do túnel, a luz no fundo do mesmo. Engenheiro de formação, mas turfista de coração, pelo que acompanhei ele fez de tudo, e diga–se de passagem, bem. Capas de cavalos, piscinas – estas não tão bem –, agenciou cavalos, os treinou, os possuiu, dirigiu haras, viajou para os Estados Unidos e em suas últimas bem sucedidas incursões, foi presidente de Escola de Samba, tem um galeria de arte, uma distribuidora de vinhos e se embrenhou de corpo e alma, na área da gastronomia. O que mais se pode esperar dele? Que cante óperas, desenhe um míssel de alto poder letal ou seja prefeito de Bananal?
Esta segunda feira, ele passa de entrevistador a entrevistado, as 21.30 horas na live do Ninho do Albatroz, na plataforma da Revista turfe, no You Tube e você poderá, se não o conhece até aqui, conhece–lo melhor. Saber porque ele acha Bananal o paraíso dos cavalos de corrida, o que pensa da forma como o jogo é explorado em nossos hipódromo, sua experiência como treinador nos Estados Unidos, o que o fez abraçar as obras de arte, os vinhos e a gastronomia. Enfim, ele estará aberto a perguntas e livre para contar suas histórias, que garanto vocês, algumas são hilárias. Aconselho que as crianças e esposa sejam retiradas da sala...
A razão de entrevista–lo? Simples, meu caro Watson, pois se isto vai para uma nuvem e um dia alguém 40 anos depois, acha–la, terá a mesma oportunidade de conhecer aquela que considero uma das figuras mais expressivas de nosso turfe.
Espero por sua participação.
Clique no link a seguir e ative o sininho de aviso da hora de início da Live:
https://youtu.be/a1B9jhDv4Vk
Renato Gameiro