MEGA EVENTOS NO JCB SÃO FUNDAMENTAIS E EQUILIBRAM AS FINANÇAS
Conheça o Jockey Club Brasileiro, cartão de visita da Cidade Maravilhosa. Durante longos anos, esta frase fez parte dos folhetos de turismo das agências de viagem, excursões oriundas de outros países e de cidades, de outros estados do Brasil, ao lado do Pão de Açúcar, Corcovado, Jardim Botânico, Vista Chinesa, Maracanã, Lagoa Rodrigo de Freitas, entre outras pontos turísticos mais famosos e encantadores do Rio de Janeiro. Com o Movimento Geral de Apostas (MGA) das corridas de cavalos claudicante, o importante clube hípico vai precisar apostar as suas fichas nos seus encantos turísticos, e na exuberância de sua localização. Onde, sem dúvida, a sessão temporária do seu generoso espaço, para outros eventos, vale ouro.
Nesta semana, em nenhum dos três dias de corrida, o Jockey Club Brasileiro conseguiu atingir a meta de R$ 600 mil, necessária para ter um empate técnico, entre receita e despesa do clube com as atividades turfísticas no Hipódromo da Gávea. O resultado financeiro confirmou a rotina. Segunda–feira, o turfista carioca sempre aposta mais. Porém, os dividendos de R$ 555.345,28, da mais lucrativa reunião semanal ficaram abaixo da fronteira do prejuízo. A terça–feira, quase sempre com o segundo melhor resultado, confirmou o seu papel, com R$ 534.663,03. Mais uma vez, fora da expectativa. E a de domingo, então, nem se fala. R$ 502.649,65. Metade do que seria um valor razoável para se comemorar.
O sucesso do evento, Rio–Gastronomia, em parceria com a Rede Globo, incendiou as dependências do prado, com a presença de uma multidão, no início do ano. E, voltou a se repetir, com o mesmo sucesso estrondoso, recentemente. Inclusive, esta aproximação entre Jockey e Globo, permitiu um marketing grandioso na promoção bem–sucedida do Grande Prêmio Brasil. O mesmo acontece com shows musicais, exposições, feiras, e eventos promocionais, de qualquer tipo, realizadas no prado carioca. O cenário paradisíaco do local é interessante paisagem para seja lá o que for que aconteça num lugar tão atraente.
A diretoria do JCB deve ficar atenta a um mega evento esportivo que promove há longos anos. O Rio Open de Tenis, provavelmente no início de 2023. Este ano, o torneio terá a presença de Carlos Alcaraz, 19 anos, tenista espanhol, que no último domingo, conquistou o US Open, o aberto dos Estados Unidos. Simultaneamente a esta conquista histórica, ele se tornou o número um do mundo. O seu rival no último jogo, o norueguês Casper Ruud, 23 anos, também tem presença confirmada. A magnitude do evento será potencializada de forma absurda. E o Jockey Club tem tempo para se organizar. A mídia do mundo inteiro estará presente dentro do Hipódromo da Gávea. E as perspectivas são excepcionais em todos os sentidos.
O espaço ocupado pelo Rio Open deverá sem ampliado. Máquinas de apostas, televisões, e espaço e acomodação para os aficionados. Todo o mundo do Tenis se fará presente na Gávea para assistir Carlos Alcaraz defender os pontos conquistado por ele, no primeiro título de sua carreira, aqui no Brasil, no Rio Open de Tenis, em fevereiro deste ano. Ele foi o campeão na Gávea. Ninguém se lembra? Há sete meses, ele não era ninguém. Ao vencer o Rio Open, ele passou a ser o 20º do ranking mundial. Ele já deu entrevista dizendo que ama o Brasil. O Torneio tem enorme valor afetivo para ele. Depois do último final de semana, ele é o número um, na frente de Rafael Nadal, seu conterrâneo, e de Novak Djokovic, que tem medo de tomar vacina.
É uma oportunidade ímpar para o JCB. No aspecto promocional, estaremos sendo vistos, ao vivo, pelo mundo. E no financeiro, e de imagem. E cuidado com os cretinos, que possam tentar se apossar do evento, com argumentos de pouco espaço, ou qualquer baixaria deste tipo. O Rio Open 2023, pode ser autêntica galinha dos ovos de ouro para o Jockey Club Brasileiro. Basta de preparar direitinho desde já.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Ponto Quarenta, um filho de Wired Bryan e Magic Secret, por Adriano, de criação do Haras do Morro, e propriedade do Stud Chreem, treinado por Álvaro Castilho, havia feito estreia promissora e vitoriosa no dia 11 de julho. Mas, no páreo de perdedores, apesar da facilidade do triunfo, carecia de confirmação a bela demonstração. Na reunião de ontem à noite, na Gávea, isto aconteceu. Dotado de rara velocidade inicial e precocidade das mais interessantes, o castanho voltou a dar exibição de qualidade. Castilho, profissional experiente e bem sucedido, foi o responsável pelo preparo apurado do puro–sangue que mais chamou a atenção nas pistas cariocas esta semana. Um primor de apresentação do treinador. O tempo de 1m17s94 tem sido pouco comum, para os 1300 metros, na raia de areia carioca, nos últimos tempos. Parabéns!
JOQUEADA DA SEMANA
No dorso de In Line Fire, defensor do Stud do Vale, criado no Haras Santa Maria de Araras, Bruno Queiroz, esteve muito inspirado. Fez percurso impecável, sereno, e aproveitou cada centímetro dos 2000 mil metros, na grama. Detalhes que proporcionaram o triunfo a seu conduzido, por sinal, muito bem apresentado por este bom treinador que é José Antônio Lopes, o "Biduca". O aprendiz, Carlos França, pouco badalado, tem evoluído bastante. No dorso de Justiceira, de propriedade do Stud Packard, e treinada por Roberto Soares Silva, divide com Bruno os méritos de terem produzidos as joqueadas da semana. Um bom começo do garoto na profissão.
PERSONAGEM
Luiz Esteves, mais uma vez, teve domínio absoluto na prova central da semana no Hipódromo da Gávea. High Wire, do Stud Hrn, Opção Certa, do Stud Verde, e, Iluminada Quality, do Haras Niju/Coudelaria Família Monteiro, formaram a trifeta do Grande Prêmio Duque de Caxias, Grupo 2, numa demonstração de força do seu plantel. O mais curioso, na reta final, foi observar o detalhe que, todas as três concorrentes, em momentos diferentes da reta, deram a impressão de que seriam as ganhadoras. Prevaleceu, entretanto, a maior consistência, até o momento, da pilotada de V. Gil. Mas, com a evolução das outras duas companheiras de cocheira, este cenário pode mudar, no próximo confronto entre elas.
FRANCISCO LEANDRO A 200 VITÓRIAS DO RECORDE
Mais uma vez, o jóquei brasileiro, Francisco Leandro Gonçalves, chamado pelos argentinos, de Leandrinho, volta a bater o ponto em nossa coluna. O seu ritmo insano de vitórias, inclusive na esfera clássica do calendário portenho, impõe a sua presença. Esta semana foram dois clássicos para o Haras Santa Maria de Araras, através de Hony Boone, no Clássico Sibila, Grupo 2, em 1600 metros, na grama, e, Lucky You, no Clássico Francisco Beazley, em 1800 metros, na areia, outro Grupo 2. Ontem à tarde, com mais três vitórias, dentro da volúpia de sua rotina, ele alcançou a marca de 277 pontos, em 2022. Vale lembrar, que ficou afastado da raia por quase 2 meses, devido a à fratura no ombro direito. Portanto, para bater o recorde sul–americano, de Jorge Ricardo, 477 vitórias numa mesma temporada, ele precisa ganhar 200 páreos, nos próximos 3 meses e meio. Uma tarefa praticamente impossível. Porém, com certeza, não fosse o acidente sofrido, esta incrível marca do Ricardinho poderia ser batida. O recorde mundial, por enquanto, 13.223 vitórias, é inalcançável.
