Neste sábado, o público turfista, presente as dependências do Hipódromo de Del Mar, pode usufruir do privilégio de ver em ação, uma das mais incríveis demonstrações de um puro–sangue de corrida, em todos os tempos, na disputa do tradicional Pacific Classic, Grupo 1, no percurso de 2.012 metros, com bolsa de U$ 1 milhão. Flightline, um filho de Tapit e Feathred, por Indian Charlie, treinado por John Sadler, e conduzido por Flavien Prat, um dos melhores jóqueis do mundo, na atualidade, proporcionou um espetáculo histórico a plateia presente. Digno de um protagonista, para lá de especial.
Com aquela volúpia característica dos grandes campeões, e a aceleração só comum aos cavalos da mais absoluta exceção, Flightline ganhou por mais de 19 corpos, arranhou o recorde do percurso, manteve a invencibilidade nas pistas, após cinco lindas, e para não dizer, fantásticas exibições, e se classificou para disputar, a Breeder’s Cup Classic, no dia 5 de novembro, no Hipódromo de Keeneland, com bolsa de U$ 6 milhões. Na corrida deste histórico dia 3 de setembro, o craque assustou a comunidade turfística mundial com a sua incrível capacidade correr. Talvez, seja mais correto dizer, voar. Na velocidade do som. Ou, da luz.
Foi um páreo com apenas um corredor. Os outros cavalos, montados por jóqueis estupefatos com a tarefa de tentar competir contra um fenômeno, apenas puderam vivenciar, mais de perto, dentro da raia, tamanha capacidade de acelerar. Flavien Prat, generoso, deixou que Express Train ponteasse a prova por quase 1000 metros. Depois, não pode mais conter a máquina que estava em suas mãos. Flightline fugiu um boqueirão na frente, e, depois ampliou a sua distância, para os demais, para um quarteirão. Country Grammer formou a dupla, e, o brasileiro, Royal Ship, teve a honra de entrar para a história do turfe, com um terceiro lugar, para um grande campeão. Que venha o dia 5 de novembro de 2022! Feriado nos Estados Unidos. Dia de Flightline!
Por Paulo Gama