Na última entrevista dada ao microfone do repórter Jair Bala, perto da largada do último páreo, da semana do Grande Prêmio Brasil deste ano, o presidente do Jockey Club Brasileiro, Raul Lima Neto, estava visivelmente emocionado com o sucesso do evento. E, por que não dizer, aliviado com o resultado alcançado em termos de público, faturamento, marketing e desempenho esportivo e técnico. Os puros–sangues, razão de ser na existência do clube, haviam dado show nas pistas do belo Hipódromo da Gávea. Orgulhoso do expressivo e bem sucedido retorno das ações de divulgação, produzidas por sua equipe, prometeu um Grande Prêmio Brasil ainda melhor para o ano seguinte. Não se tratava de uma bravata. Daquelas que os políticos costumam produzir, quando estão diante dos microfones. Muito pelo contrário. A diretoria de um dos mais aristocráticos clubes hípicos da América Latina já respira, por todos os poros, o Grande Prêmio Brasil de 2023.
O site Raia Leve bateu um papo com Richard Ávila, titular do Stud Blue Mountain, proprietário de cavalos de corrida, e turfista apaixonado. Produtor de cinema, homem de marketing, comunicação e propaganda, ele foi um dos colaboradores da equipe de Raul Lima Neto, presente em todas as reuniões que elaboraram as ações de propaganda e de divulgação da maior prova do turfe nacional em 2022. Conheço bem o Richard, há muitos anos. Trabalhei com a equipe da empresa dele de cinema, no filme–documentário sobre a vida do nosso querido Jorge Ricardo. Tive o privilégio de receber o convite para escrever o roteiro. Perguntado sobre as perspectivas para 2023, Richard se mostrou empolgado.
"Os resultados, dentro das circunstâncias foram ótimos. Conseguimos unir forças, e colocar quase 20 mil pessoas no hipódromo. Mas o Grande Prêmio Brasil tem mais de 90 anos de história. Está localizado no coração da Zona Sul. Para 2023, alguns dos parceiros habituais, que não quiseram participar agora, por não conhecer o produto, ou seja, o turfe, ficaram entusiasmados. Depois de ver o resultado de agora, em 2022, estas empresas também estarão conosco no ano que vem. Hoje, a garantia do nosso sucesso, para o evento na próxima temporada, está na presença da Rede Globo, para divulgar, e na Prefeitura do Rio de Janeiro, ao nosso lado, para auxiliar na infraestrutura de um evento com magnitude, trânsito, logística e etc. São grandes parceiros, para abrir os nossos caminhos", exultou.
Richard está tão confiante, que não escondeu as pretensões ambiciosas do Jockey Club Brasileiro, para o futuro próximo. Confirmou algumas ações de marketing, segundo ele, importantes, para acalentarem o sonho de produzir um evento grandioso por ocasião da maior prova do turfe brasileiro, em 2023. "O potencial do turfe é imenso. Por vários aspectos. A localização, a beleza do cavalo de corrida e o espaço no prado para realizar eventos. A palavra chave é entretenimento. Vamos sacudir o nosso espaço na mídia em todos os páreos importantes que vão anteceder o GP Brasil.
Richard explica que já existem estudos para utilizar melhor o peão do prado, ocupa–lo com inteligência, colocar gente para assistir corridas nas tribunas mais afastadas do disco de chegada, com a incrementação de outras iniciativas simultâneas no local. As pessoas visitam o hipódromo para eventos de moda, gastronomia e shows de música, e na presença do espetáculo da corrida passam a se interessar pelo esporte. Segundo ele, não se pode pensar só nos aficionados. As pessoas de várias idades, sejam crianças, ou adultos, tem de vir ao prado, e querer voltar, por que é um lugar em que se divertem, se sentem seguras, e passam horas agradáveis ao lado da família. "Temos condições de pensar alto e fazer de o evento Grande Brasil ter a força e a longevidade que possui o Rock In Rio, ou o Carnaval, por exemplo", afirma com entusiasmo.
Por Paulo Gama