Hoje, às 19h44, como acontece todo ano, Nova Iorque vai parar por pouco mais de 2 minutos. Afinal, do partidor do Hipódromo de Belmont Park, pela 154ª vez, será dada a largada, da seta dos 2400 metros, na pista de areia, de uma das corridas mais famosas do mundo, o Belmont Stakes. Neste palco, em 1973, Secretariat, o puro–sangue mais famoso de todos os tempos, conquistou a tríplice–coroa do turfe americano, com vantagem de 31 corpos sobre o segundo colocado. O seu triunfo, em recorde, o transformou numa lenda. Depois do feito, o craque, mais conhecido por "Big Red", virou astro de filme em Hollywood, e símbolo de um esporte encantador, que seduz, enfeitiça e cativa os seres humanos.
Hoje, mais uma vez, neste incrível cenário, estão inscritos oito puros–sangues, montados por jóqueis famosos, e preparados por treinadores consagrados, em busca de entrar para esta seleta relação de campeões, rumo a eternidade. Após este triunfo consagrador, este cavalo de corrida estará para sempre nas bibliotecas, nos livros, e, no Google, como um dos bólidos de quatro patas, que ajudaram a escrever a história. Este será o destino de um dos oito concorrentes inscritos. Ser o represente da mística de um páreo cercado de atrativos e de fama. Uma prova de Grupo 1, com bolsa de U$ 1 milhão e 500 mil. We The People, com Flavien Prat, Mo Donegal, com Irad Ortiz, Creative Minister, com Brian Hernandez, estão entre os mais cotados.
Porém, vale lembrar, que existe a presença de um sombrio azarão, chamado Rich Strike, ganhador do Kentucky Derby, com rateio astronômico, montado pelo venezuelano, então desconhecido, Sonny Leon. Antes, um personagem anônimo, ele agora distribui autógrafos nos Estados Unidos. Os responsáveis por Rich Strike abdicaram de tentar conquistar a tríplice–coroa, não o inscreveram no Preakness Stakes, para ele estar em perfeitas condições hoje. O objetivo é tentar escrever outra história inusitada no mesmo páreo, um dia conquistado pelo imortal Secretariat.
Clique aqui e assista a vitória de Secretariat no Belmont Stakes de 1973.
Por Paulo Gama