PREPARATÓRIAS SINALIZAM FAVORITISMO DE LONDON MOON E JET CLASS
Nas seis provas preparatórias realizadas no último domingo, na Gávea, com vistas aos principais clássicos, a serem corridos nos dias 25 e 26 de junho, no Festival do Grande Prêmio Brasil, duas delas, elegeram favoritos inquestionáveis. Numa avalanche de triunfos com o selo de qualidade do Haras Anderson, o craque London Moon, filho de Agnes Gold e Beauty Harlan, foi o capitão da equipe. O campeão da Copa ABCPCC Velocidade, sem a menor cerimônia, saltou do tiro curto de 1000 metros, para os 1500, do Grande Prêmio Conde de Herzberg, Grupo 2, e ganhou na marca de 1m27s8/10. Credencial de força incontestável do Grupo 1, de potros, Grande Prêmio Jockey Club Brasileiro, na semana de ouro do turfe nacional.
O outro astro das preparatórias foi Jet Class, filho de Put It Back e Ensign First Class, de criação do Haras Santa Maria de Araras, e propriedade do Stud Instante Mágico, que passou com honra ao mérito, pelo vestibular do Grande Prêmio Presidente Getúlio Vargas, Grupo 3, para defender o favoritismo do Grande Prêmio Presidente da República, Grupo 2, no dia 26 de junho. Especialista do percurso, o pensionista de Venâncio Nahid é veloz e resistente, características marcantes e essenciais, pertencentes aos especialistas do percurso. Duro de roer, este neto do extraordinário Wild Event.
PREDOMINIO DO HARAS ANDERSON
Além do craque London Moon, a criação do Haras Anderson, faturou mais três provas preparatórias para a semana do Grande Prêmio Brasil. A potranca Little Beauty, na farda do Haras Sweet Carol, manteve–se invicta nas pistas, com três vitórias, no Grande Prêmio Adayr Eiras de Araújo, Grupo 3, onde voltou a demonstrar velocidade, valentia e resistência. Justice Girl, da mesma farda, derrotou adversárias de qualidade no Grande Prêmio José Carlos Fragoso, Grupo 2, e o triunfo foi prêmio merecido a sua consistência e fidelidade de sempre marcar presença nos páreos que participa. E Jorel completou o chorrilho do Haras Anderson, na preparatória para o Grande Prêmio Brasil. O campo estava desfalcado. Outros personagens vão aparecer na prova central da festa máxima. Porém, sua exibição não pode ser subestimada. A boa marca assinalada, 2m25s e fração, é o indicativo de sua evolução.
CALL IT MAGIC E IN ESSENCE
Restou comentar o Grande Prêmio Hipódromo Brasileiro, Grupo 3, preparatória para o tradicional quilômetro internacional, Grande Prêmio Major Suckow. No turfe, os protagonistas são sempre os puros–sangues. Não me parece justo, os homens serem mais falados do que, no caso, duas éguas de indiscutível qualidade. Houve muitos erros nas circunstâncias, de um páreo bastante acidentado. O certo e indiscutível mesmo é a qualidade de quem ganhou e não levou, In Essence, do Haras Santa Maria de Araras. E, também, de quem obteve o terceiro lugar, porém foi contemplada com a taça por que também corre demais.
Call It Magic, filha de Put It Back e Cameron Diaz, por Wild Event, de criação e propriedade do Stud Quintella, turfista de escol, que fez brilhante discurso ao receber o prêmio, havia reaparecido com vitória, depois de longa ausência das pistas. Corre de verdade a pensionista de Roberto Morgado Neto. Fez a inscrição num páreo tão forte por que sabia do potencial de sua pensionista. Não se enganem. Havia fé numa grande atuação. E ela aconteceu, independente do resultado. In Essence é craque. E tudo o que aconteceu no mundo dos homens em nada desmerece a sua apresentação. Ela cumpriu o seu papel, que é o de acelerar e vencer. E a pensionista de Christiano Oliveira acelerou. Uma pena a mancha no seu retrospecto. Corridas são corridas. E como dizia o tricolor, Nelson Rodrigues. Nada como um dia, depois do outro.
PERSONAGEM
Adélcio Menegolo está suspenso. Portanto, longe do cenário onde brilhou intensamente com um rosário de vitórias. Lúcio Vaz é seu fiel escudeiro. Segundo–gerente. Profissional fiel, dedicado e do ramo. A equipe é de outro planeta. E o que eles fizeram na raia esta semana foi um negócio sensacional. O centro de todo o sucesso está no amor e na paixão de toda a família Stabile pela a atividade turfística. Passa no sangue, de pai para filho. E do filho para os netos. Do mesmo jeito, que dos seus reprodutores e matrizes, passam para os seus potros, na criação nacional. Esta fórmula mágica da genealogia é a essência da vida. Nos seres humanos e nos cavalos de corrida. Parabéns Adélcio Menegolo. O anonimato da ausência do seu nome no programa oficial, não esconde o fato de que você é craque na arte de treinar cavalos de corrida.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Se um cavalo de corrida de qualidade cai nas mãos de Venâncio Nahid a resposta na raia é imediata. Jet Class, do Stud Instante Mágico, começou na Gávea com outro craque da profissão, Victor Paim, ganhador de estatísticas na Gávea, e por onde passou nos centros de treinamento desta vida. Quando Jet Class ia fazer a sua estreia, telefonei para ele e perguntei o que achava da corrida. Com o seu jeito irreverente. "Paulo Gama, pode jogar uma pules. Se ele perder, um saio nu do hipódromo", e soltou sonora gargalhada. No páreo para cavalos alojados na Gávea, Jet Class deu um passeio. Levado ao centro de treinamento pelos proprietários, nunca mais perdeu. Lindo de morrer no galope de apresentação, deu pouco trabalho ao recordista mundial, Jorge Ricardo.
JOQUEADA DA SEMANA
Leandro Henrique deitou e rolou esta semana. E, depois de ganhar páreos importantes, com London Moon, Justice Girl e Jorel, a cereja do bolo veio na reunião de terça–feira, com Jason Speed. É claro que o mérito maior deve ser dado ao preparo atlético dado pelo treinador, que permitiu o cavalo vencer disparado, com o seu jóquei sentado, devido à quebra do estribo, após a largada. Mas, amigos, não é nada fácil ficar no dorso de um puro–sangue a 65 quilômetros, por hora, e que pesa meia tonelada, em posição tão perigosa, sem poder se equilibrar num apoio. Porém, esta tarefa é acessível a um cara que ganhou com mérito o apelido de braço de mola.
