O turfe carioca não terá tríplice–coroado em 2022. Depois da deserção de Just Like, do Haras Santa Maria de Araras, candidata ao título, entre as potrancas, no início da semana, e grande ausência, hoje à tarde, no Grande Prêmio Diana. Agora foi a vez de Oceano Azul, do Haras Figueira do Lago, ficar de fora da disputa, entre os potros na véspera da corrida. O craque da coudelaria sofreu ligeiro contratempo, quando galopava no centro de treinamento, e não será apresentado, hoje à tarde, no Grande Prêmio Francisco Eduardo e Linneo Eduardo de Paula Machado. O treinador, Dulcino Guignoni, ganhador do título da tríplice–coroa das fêmeas, com Virginie e Be Fair, e da tríplice–coroa dos potros, com Bal A Bali, admitiu a frustração, mas, por outro lado, preferiu tranquilizar os fãs do corredor, e explicou não ter sido nada grave.
"A gente lamenta o ocorrido. O cavalo estava bem preparado, mas pisou de mau jeito, ficou um pouco doído e não se pode arriscar nada com um animal desta categoria. Faz parte da rotina do turfe. Porém, quando acontece com um animal de exceção, a gente fica decepcionado. É uma pena para o espetáculo, mas não há nada a fazer", afirmou, visivelmente chateado.
O turfe carioca se preparou para uma tarde de gala. São cinco páreos do calendário clássico. Além das provas de Grupo 1, também serão disputados o Grande Prêmio Alfredo Grumser, com a presença de In Essence, melhor velocista do país, e os Clássicos Marcos Ribas de Faria, e Itajara. Por infeliz coincidência do destino, entretanto, os dois protagonistas do festival, os candidatos as tríplices–coroas, Just Like e Oceano Azul, ficarão de fora da festa. Algo parecido, com o que aconteceu na Copa do Mundo de 2014, entre Brasil e Alemanha. Neymar se contundiu no jogo anterior, e ficou fora da final. Talvez a Alemanha fosse campeã de qualquer jeito. Mas a goleada de 7 a 1, jamais teria acontecido. A ausência do protagonista abate a moral da tropa. O mesmo acontece com qualquer espetáculo.
Por Paulo Gama