A rotina do recordista mundial, Jorge Ricardo, 13.159 vitórias, continua a mesma, semana após semana. Enquanto é bastante prestigiado por proprietários e treinadores no turfe paulista, assinou oito montarias, numa programação de 10 páreos, nesta semana. Aqui no turfe carioca, nem tanto. Numa semana de apenas duas reuniões, segunda e terça–feira, com 9 páreos, em cada dia, Ricardinho assumiu compromissos, em apenas metade delas. Ou seja, só conduzirá 9 puros–sangues. É claro que o fato de ter ficado 14 anos no turfe argentino influencia um pouco. No seu retorno, as principais coudelarias já tinham jóqueis contratados. Leandro Henrique, Haras Anderson, Bruno Queiroz, Haras Santa Maria de Araras, Wesley Silva Cardoso, Haras Figueira do Lago, Stud H&R, Valdinei Gil, e Waldomiro Blandi, no Haras Nacional e Red Rafa, entre outros casos.
Jorge Ricardo vai montar na reunião de sexta–feira, em Cidade Jardim, Vijay, na Prova Especial Dark Brown, e Olympic Juju, na Prova Especial Raymond Naufal. Nos páreos comuns, também denominados, páreos de turma, terá Moleque da Vila, Oyster Plá, Gato do Jaguaretê, L’Auberge, Jungle Flower e Jagdalpur. A qualidade das montarias assinadas no turfe paulista tem sido bem superior as ofertadas aqui na Gávea. No primeiro ano de seu retorno do turfe portenho, Ricardinho somou 13 vitórias em provas do calendário clássico no turfe bandeirante, e, apenas três, no turfe do Rio de Janeiro. Outro detalhe significativo. Ganhou o prêmio de eficiência dos dirigentes de São Paulo.
Aqui no Rio, devido a qualidade sofrível das montarias assinadas, tem tido índice de aproveitamento bem abaixo do normal. Queridinho dos turfistas cariocas durante os 24 anos em que reinou no topo da estatística, Ricardinho encontrou cenário bem diferente na sua volta ao Brasil. Os seus cavalos ganham com rateios elevados, poucas vezes recebe oportunidades dos treinadores do topo do ranking, nem mesmo faixas, dos pilotos contratados. Chegou a obter triunfos para treinadores pouco badalados, alguns, com quantidade pequena de puros–sangues sob sua responsabilidade. E, em Cidade Jardim, recebeu acolhimento gentil, solicito e prestígio, atitude e reverência a altura da sua trajetória gloriosa no turfe mundial. Enfim, é como diz o jornalista, Chico Pinheiro, da TV Globo. "É vida que segue...".
Por Paulo Gama