Os resultados do Movimento Geral de Apostas (MGA) no turfe carioca estão mais equilibrados, nos últimos conjuntos de programas. A participação dos profissionais de turfe na formação dos páreos, e o intercâmbio deles, com os colegas treinadores, trouxe resultado imediato, na distribuição das provas, pelos três dias de corridas. Porém, um fato segue consumado. A preferência absoluta dos carreiristas pelas corridas realizadas nos dias úteis, segundas e terças–feiras. A segunda–feira voltou a reinar, como sempre aconteceu por décadas. É sinal de retorno à normalidade. Isto é muito bom para o turfe no Rio de Janeiro. O MGA de R$ 703.255,22, na segunda, foi o maior da semana.
A diferença entre os três dias de corridas não foi significativa. Afinal, os apostadores são os mesmos, e a disponibilidade de dinheiro deles também. Mas, o desequilíbrio expressivo, como estava acontecendo, representa o sinal de alerta de que alguma coisa estava errada. A terça–feira livrou vantagem mínima sobre o domingo no faturamento do MGA. Os R$ 614.393,61 se impôs no fotochart sobre o de domingo, com R$ 612.203,88. Esta semana de disputa da primeira etapa da tríplice–coroa será atípica. E, por causa disso, fonte das mais interessantes para observação das tendências em termos de faturamento.
A programação foi distribuída com estratégia interessante. Tecnicamente, a qualidade maior de domingo é indiscutível. Mas, nem sempre este fator é preponderante na cabeça do apostador. As seletivas da Copa Velocidade, ambas com a presença de vários potros inéditos, não atraem o jogador comum. Ele precisa do incentivo e do amparo do retrospecto para se sentir motivado a ir ao guichê. A colocação do páreo comum de potros, na segunda–feira, e das Provas Especiais, foi estratégia inteligente. O páreo dos potros, que vende pouco, abriu espaço para um páreo com retrospecto, no domingo. E as provas preparatórias de qualidade, e com retrospecto, alavancam as apostas também, e tiram o apostador do lugar comum à noite.
A corrida de terça não terá o mesmo chamativo técnico das outras duas. Por outro lado, tem os páreos de puros–sangues de mais idade, com corredores com vastas linhas de retrospecto. Tudo mais detalhado, o que incentiva os carreiristas a estudar as linhas de cada concorrente e apostar com maior confiança. Existe também o fator de ser a última reunião semanal. Quem está atrás, nas apostas, quer pegar o último trem para Berlim. E quem está na frente, depois das reuniões de domingo e segunda, separa o lucro, e tenta ampliar a vantagem, sem a preocupação de voltar a ficar atrás. Com a diminuição para três dias de corridas, e a maior distância até o próximo domingo, a terça–feira é a fronteira até a chance do desafogo.
Por Paulo Gama