Depois de quatro dias sem corridas, o turfista carioca viverá a alegria efêmera de uma reunião com apenas oito páreos, no Hipódromo da Gávea. A prova de abertura será às 14h30m, e, se não houver atrasos, às 18h, será corrido o último páreo. E aí, todo mundo vai para casa com aquele gostinho de quero mais. A prova de encerramento será na hora da Ave Maria. Os turfistas do Rio de Janeiro poderão fazer uma prece e rogar por dias melhores. Para compensar, o domingo melancólico do carioca, depois da derrota do Flamengo, para o Palmeiras, na final da Copa Libertadores da América, o Grande Prêmio Sandpit, em 2000 metros, na grama, Grupo 3, reunirá potros de 3 anos, bastante promissores. Autêntico desfile de filiações régias, bons jóqueis, treinadores e fardas pesadas. Garantia de qualidade na raia do belo prado da Cidade Maravilhosa, que há muitos anos não tinha um domingo com tão poucos páreos realizados. Lamentável.
Já Faz Um Tempo, criado no modelar, Haras Santa Maria de Araras, e defensor da farda do Stud Verde, proprietário torcedor fanático do Palmeiras, campeão do continente, por dois anos consecutivos, merece a indicação. Larga em baliza favorável, o treinador, Luiz Esteves, é meio caminho andado para o pódio, e Bruno Queiroz, é calmo o suficiente para guardar a sua atropelada para o momento certo. Adélcio Menegolo, entretanto, vem com chumbo grosso neste clássico. Jungle King, criado no Haras Anderson, é confirmador, atropela forte, e defenderá com chance certa o Haras Sweet Carol. Leandro Henrique deu preferência a Jorel, do Stud Pedudu, também oriundo do Haras Anderson. Veloz, raçudo, resistente e em nítida fase de evolução.
Roberto Morgado Neto apresenta dois potros em progressos, que podem surpreender os mais cotados. Tarin, criado por Carlos dos Santos, e defensor da Coudelaria Esmeralda, deve aparecer nos 400 metros finais com a sua vistosa atropelada. Com a sequência de corridas tende a amadurecer. Oscarito, do Haras Figueira do Lago, é outro potro que evolui sempre, e não deve ser menosprezado nas apostas de trifeta e quadrifeta. Dos restantes, Dragster, do Stud H&R, criado pelo Haras Old Friends, e treinado pelo mestre Dulcino Guignoni, deve ser olhado com atenção. É outro que vai agradecer o passar do tempo. Tem padrão, mas precisa amadurecer. E isso só acontece com a sequência de corridas.
Por Paulo Gama