DERBY PAULISTA É ATRAÇÃO DA SEMANA EM CIDADE JARDIM
A diretoria do Jockey Club de São Paulo organizou programação de alto nível técnico, para o próximo sábado, dia 13 de novembro, no Hipódromo de Cidade Jardim. O maior destaque da tarde, sem dúvida, será a disputa de mais um Grande Prêmio Derby Paulista, Grupo 1. Em qualquer lugar do planeta Terra, o Derby representa um momento especial. É a primeira, e também a única oportunidade, da consagração do potro de 3 anos. Naquele instante glorioso, o craque entra para a história se o triunfo sorrir. E, se algo der errado, paciência. Não existe outra oportunidade para tentar de novo. Ou vai, ou racha. Os turfistas de São Paulo vão ter o privilégio de ver em ação um puro–sangue da mais absoluta exceção. Planetário, do Stud Red Rafa, pensionista de Luiz Esteves, e líder de sua geração na Gávea. Ele vai viajar para a terra da garoa, muito bem acompanhado. Impiedoso, do Stud Happy Again, é outro potro espetacular, que sempre ameaça o líder e companheiro de cocheira.
Nas duas viagens anteriores da tríplice–coroa paulista, Luiz Esteves queimou os seus primeiros cartuchos, e foi bem sucedido. Na milha, com Orfeu Negro, do Stud Eternamente Rio, e na segunda prova da tríplice–coroa, com Iene Fortune, do Haras Niju. Agora, para não correr o risco de perder a viagem, o treinador leva carga dupla e pesada. Afinal, Derby é Derby. Impiedoso faz justiça ao seu nome. É veloz e resistente. Corre com raiva do chão. Se emprega com volúpia e custa a se entregar. Se puder respirar causa sérios problemas. Planetário corre na mão, como se diz na gíria turfística. Possui aceleração espantosa. E na reta final, quando engrena, passa por cima de quem está na sua frente. Para o verdadeiro turfista, aquele que ama o puro–sangue de corrida, vê–lo correr é um privilégio. O defensor do Stud Red Rafa contagia o aficionado presente ao hipódromo quando ele corre. É daqueles cavalos que transmitem o mais puro prazer no momento decisivo da carreira. Na tribuna do hipódromo vem aquela sensação especial, pura e saborosa. Tipo curtir um Sunday de chocolate, com marshmallow e castanha, ou fechar os olhos, e desfrutar o beijo incomparável da mulher amada.
Além da prova central, no próximo sábado, o turfista bandeirante mais exigente ainda terá, a sua disposição, o tradicional Grande Prêmio Diana, Grupo 1, com a mesma representatividade do Derby, na ala feminina, para geração das potrancas. Na mesma tarde gloriosa, ainda serão corridos o Grande Prêmio Proclamação da República, para os velocistas, o Grande Prêmio Governador do Estado, para os especialistas da milha, e o Grande Ministério da Agricultura, prova em que reaparece Head Office, do Stud Aléssio & Naela, em busca de revanche contra Roxoterra, que lhe impôs uma derrota, no último confronto, algo bem raro para ele na raia de grama paulistana.
HALL PASS SE IMPÔS NO BENTO 2021
O nível técnico do Grande Prêmio Bento Gonçalves deste ano colocou o sarrafo bem alto. Confesso a minha surpresa com a derrota de Kopenhagen, do Haras Springfield. O seu triunfo no Grande Prêmio Paraná havia sido impressionante. Porém caiu de pé. Perdeu para Hall Pass, por quem sempre se esperou muito aqui, no turfe carioca. Hall Pass foi adquirido pelo Stud Duplo Ouro, com objetivo de conquistar o Bento. Levado com calma e perfeição chegou à prova no auge, e cumpriu a sua missão. Muita raça, criação do Haras Santa Maria de Araras, treinador competente, A. C. Silveira, e jóquei que o conhecia bem, Marcelo Gonçalves. Parabéns a toda a equipe.
BREEDER’S CUP
Antes do alinhamento da Breeder’s Cup Classic, com bolsa de U$ 6 milhões, quando a dupla da TV Turfe, André Rodrigues e Lucas Eller, comentou que o Movimento de Apostas do páreo já atingia a incrível cifra de R$ 95 milhões, a gente sofre um choque de realidade. Os americanos vendem mais jogo num único páreo do nós em uma temporada inteira. O desfile de puros–sangues extraordinários é assustador. A competência daquelas estrelas consagradas na arte de treinar na apresentação dos seus melhores pensionistas é impactante. E a qualidade de jóqueis, como este extraordinário Irad Ortiz Jr, que monta com a mesma facilidade com que se chupa um picolé, aqui plagiando o imortal tricolor, Nelson Rodrigues, é espetacular. O Hipódromo de Del Mar foi palco de um evento glorioso, com gestão e comprometimento a altura do espetáculo que promovem. Vale a pena a gente colocar as sandálias da humildade, e tentar aprender com eles.
EDGAR PRADO
No dorso de Triplet, cavalo cotado a 3 por 1, no Hipódromo de Gulfstream Park, o peruano, Edgar Prado, obteve a vitória de número 7.406, de sua vitoriosa carreira. Prado ocupa a sétima posição, no ranking dos jóqueis mais vitoriosos do mundo, de todos os tempos. Ele nasceu em Lima, no dia 12 de junho de 1964, portanto está com 57 anos. Continua montando o fino, e não aparenta ter qualquer problema com a balança.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Ninguém passou mais bonito no galope de apresentação do que o potro Ice Chocolat, do Stud Happy Again, do Maurício Teles. Que pintura! Um quadro a óleo! Apresentação de absoluto destaque do treinador Luiz Esteves. Direção tranquila e confiante de Henderson Fernandes, em semana proveitosa.
JOQUEADA DA SEMANA
Bruno Queiroz desequilibrou a seu favor o Grande Prêmio Antônio Joaquim Peixoto de Castro Júnior. No dorso de Olympic Impact, do Stud Habeas Corpus, e treinamento de Luiz Esteves, teve inspiração, talento e presença de espírito, para fazer uma partida decisiva, na altura dos 800 finais. Acelerou o ritmo, dominou a situação mais cedo e ficou imune aos avanços dos adversários, com atropeladas tardias. Quando se aproximaram Olympic Kremlin, do Stud H & R, e Osprey, do Stud Red Rafa, como dizia a minha saudosa avó Zuleida: Inês já era morta.
PERSONAGEM
No dia a dia de nossas vidas existem aqueles que lutam de maneira frenética pelo sucesso. E, outros, que tanto faz, como tanto fez. Bruno Queiroz é um bom jóquei. Isto me parece algo inquestionável. Porém, a sua maior virtude é lutar, de maneira incansável, para vencer. Ele faz uma tremenda agitação na raia e fora dela. Briga pelas melhores montarias. Reclama quando perde os páreos. As vezes com razão, e outras oportunidades, nem tanto. Consegue convencer os comissários de corrida, que foi prejudicado, como no GP Adayr Eiras de Araújo. E, outras vezes, dá com os burros na água, como na reunião noturna, num páreo comum. Uma coisa é certa. O garoto tem um tremendo tesão de ganhar. Nunca se acomoda, nunca se abate. O seu pai, Antônio Queiroz, sempre foi assim, um batalhador. O cara pode gostar ou não do seu jeito de ser. Mas ninguém pode negar, que ele está sempre disposto a batalhar pelos melhores resultados das fardas que enverga. Esta semana, ele agitou uma barbaridade. E, como sempre, conquistou triunfos. Bruno Queiroz. Você é um garoto educado. E, também um chato. Chato, no bom sentido, é claro. Eu não posso negar. Gosto do seu estilo de ser. Briga por tudo em que acredita. Nunca se acomoda, e jamais se entrega. Você merece este sucesso precoce.
