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Outubro | 2021

Em Gulfstream Park, a vitória 4.405 de Edgar Prado
18/10/2021 - 10h03min

americasbestracing

Para um cidadão comum, que não fosse turfista, era apenas uma linda tarde de sol, como outra qualquer, no domingo, do dia 17 de outubro de 2021. O cenário, porém, para quem ama o turfe de paixão, era encantador. Hipódromo de Gulfstream Park, um dos mais importantes dos Estados Unidos. Tribunas lotadas, homens de binóculo, programas nas mãos. Adolescentes sorridentes, crianças correndo de um lado para outra, e mulheres atentas as explicações dos seus maridos, ou namorados, sei lá, apontando para todos os lados, como se fossem guias de turismo. Os boxes do partidor se abriram de repente. Quinto páreo da programação. O concorrente número 4 é Mizzen, cotado a 3 por 1. No programa oficial está escrito o nome do treinador, Juan Carlos Ávila. No dorso, um senhor magro, moreno, chamado Edgar Prado. Não tem aparência de americano. Anônimo, está ao lado de outros homens também franzinos, bem leves, até parecem plumas. Detalhe. Ele parece ter bem mais idade do que os rivais. E tem.

Três puros–sangues saem brigando pela ponta. O senhor moreno, muito calmo, prefere encostar o seu cavalo, número quatro, junto a cerca interna, a uns quatro corpos daqueles que brigam emparelhados pelo primeiro lugar. Na entrada da reta final, Mizzen se aproxima dos velozes. Eles parecem diminuir o ritmo. O moreno arranca o seu pilotado por fora e, quando o exige com o chicote, na mão direita, ele passa de viagem pelos rivais e ganha o páreo. Calmo, muito sereno mesmo, ele nem comemora, ao contrário dos proprietários, que se abraçam efusivamente. Edgar Prado, peruano, 57 anos, nascido em Lima, no dia 12 de junho de 1964 acabava de conquistar a sua vitória 7.405. Mais um capítulo de uma longa vida dedicada a montar puros–sangues de corrida. Morador nos Estados Unidos, com a família, há muitos anos, ele é uma das lendas vivas do turfe mundial ainda em atividade.

O currículo deste veterano das rédeas, que hoje em dia monta poucos páreos, um, ou no máximo dois, por reunião, nas programações de Gulfstream Park, é extraordinário. No meio de jovens badalados, como Emisael Jaramilo, Chantal Sutherland, e, o próprio xará, Edgar Zayas, ele desfila sua categoria e é respeitado e idolatrado pelos colegas de profissão. E os garotos conhecem a sua história. Sabem que terão de ralar bastante para um dia alcançarem os feitos deste peruano. Edgar Prado faz parte do Hall Da Fama, distinção dada a poucos no turfe norte–americano. É também membro do chamado Clube dos 500, os quatro únicos jóqueis do mundo, que conseguiram ganhar mais de 500 páreos, numa única temporada. Os outros são: Kent Desormeaux, 597 vitórias, em 1989; Chris MacCarron, 546, em 1974, ele próprio, Edgar Prado, 535, em 1997, e Sandy Hawley, 515, em 1973. 

Oitavo maior ganhador de todos os tempos, Edgar Prado está entre os 10 jóqueis com mais vitórias. E é um dos quatro ainda em atividade. Os outros são o japonês Fumio Matoba, 65 anos, nono do mundo, com 7.369, o americano Perry Wayne Ouzts, com 67 anos, o 10º, com 7.241, e o brasileiro, Jorge Ricardo, o primeiro da turma, com 60, e 13.134, o recorde mundial. E foi por causa do Ricardinho, que por coincidência, ganhou aqui no Rio de Janeiro, com o estreante Jet Class, do Stud Instante Mágico, treinado por Vitor Paim, quase no mesmo horário, do triunfo de Prado, do outro lado do mundo, que fui procurar o peruano na internet. Ao olhar no site www.paginadeturf.wordpress, que ele havia somado mais um pontinho, tive a curiosidade de assistir o seu sucesso pela internet, em Gulfstream Park. Confesso ter me emocionado, e meus olhos ficaram mareados ao acompanhar, passo a passo, o ritual de sua vitória. 

Esta mesma emoção eu sinto a cada triunfo de Ricardinho. Com certeza, o mesmo acontece com os fãs de Edgar Prado, Fumio Matoba e Perry Wayne Ouzts, nos outros quatro cantos do mundo. Estes caras são muito especiais. Correm risco a todo instante por que amam profundamente a profissão e a dignificam, a cada segundo de suas vidas. Por isso devem sempre ser respeitados pelos aficionados deste esporte maravilhoso que é o turfe. 

Por Paulo Gama



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