Em 31 de julho de 2021, o americano, Perry Wayne Ouzts, de 67 anos, somava 7.204 pontos, na 10ª posição do ranking mundial de jóqueis, com mais vitórias em todos os tempos. Hoje, dia 3 de setembro de 2021, no site especializado em pesquisas, estatísticas, recordes e números do turfe internacional, www.paginadeturf.wordpress.com , Perry aparece com 7.219. Ou seja, neste período, o jóquei natural do Arkansas obteve 15 triunfos. Entre os outros componentes deste ranking dos 10 mais, seis já encerraram a carreira, Russel Baze, Laffit Pincay Jr., William Shoemaker, Pat Day, Pablo Falero e David Gall.
Os outros três jóqueis, ainda em atividade deste grupo seleto, são o brasileiro, Jorge Ricardo, 59 anos, líder com 13.122 pontos, recorde mundial, o peruano, Edgar Prado, 54 anos, sétimo de todos os tempos, com 7.401, e o japonês, Fumio Matoba, 64 anos, nono da história, com 7.360. Neste mesmo espaço de tempo, 33 dias, de 31 de julho até hoje, dia 3 de setembro, Jorge Ricardo, somou 10 vitórias, atuando nos hipódromos da Gávea e de Cidade Jardim. Naquela data, ele estava com 13.112, e agora possui 13.122.
Edgar Prado tinha 7.399, no final de julho, portanto, o peruano ganhou apenas dois páreos, em Gulfstream Park, onde atua. Agora possui 7.401. E Matoba, que somava 7.353, faturou 7 páreos. Hoje está com 7.360. Portanto, parece correto afirmar, que tanto Edgar Prado, como Fumio Matoba, estão ameaçados por Perry Wayne Ouzts, caso as médias atuais de resultados dos três se mantiverem no futuro próximo. Perry Wayne Ouzts precisa de 182 vitórias para alcançar Edgar Prado. E apenas 141, o separam de Fumio Matoba. Provavelmente, Matoba alcançará Edgar Prado primeiro. No momento apenas 41 páreos os separam: 7.401 contra 7.360.
Jorge Ricardo pode dormir tranquilo, com as suas 13.122 vitórias, e comemorar, no final do mês, os seus 60 anos. O brasileiro tem 5.721 pontos a mais do que Edgar Prado. Em relação a Fumio Matoba, são 5.762, e, 5.903, a frente de Ouzts. Ou seja, Jorge Antônio Ricardo jamais será alcançado por eles nesta vida.
Por Paulo Gama