Com um MGA de R$ 703.448,45, a reunião de terça–feira cumpriu muito bem o seu papel de abrir a jornada da semana do Grande Prêmio Brasil. O turfe é um esporte tão apaixonante, que de casa, no chamado Home–Office, pude perceber o entusiasmo das pessoas nas dependências do prado. Os profissionais, cavalariços, jóqueis, treinadores e veterinários estão ansiosos e motivados. Os dirigentes do turfe carioca também, hiper ligados nas providências a tomar. Os turfistas eufóricos, e, como escreveria o gênio, Nelson Rodrigues, subindo pelas paredes, como lagartixas profissionais. E assim estavam também os colegas, Marcos Rizzon, Jair Bala, Victor Correa, Tiago Guedes e André Cunha, no programa realizado após os páreos. Motivados, alegres, generosos e com muita informação. Ninguém ficou em cima do muro. Parabéns a todos, e, a diretoria do JCB, pela iniciativa.
LEO CURY DEU O RECADO
Profissional de alto gabarito, o treinador Leopoldo Cury baixou a biblioteca no reaparecimento de Just Music, de Francisco de Paula Elias Filho, ganhador do último páreo de ontem. Galope de apresentação magnífico, peso ideal e forma atlética irretocável. Parabéns ao Anderson Ramilo, que não brincou em serviço no dorso do ganhador, e aproveitou a oportunidade. Parado desde janeiro, Just Music voltou no último furo, e não deu susto. Veterinário, professor universitário, treinador de alto gabarito, e dono de um papo maravilhoso, Leo Cury é uma daquelas pessoas que me fazem ter certeza de que valeu a pena ter dedicado tantos anos ao turfe.
VALTEMIR SEVERO PEDERSEN
Até parecia vídeo–tape. V. S. Pedersen trouxe Ibero Star na mesma forma atlética de poucas semanas atrás quando ganhou. Um lindo cânter, velocidade, e forma física exuberante. O defensor do Stud Dueto deu sorte no sorteio da baliza. E, pela baliza 1, com Ricardinho, o homem das 13.114 vitórias esperto na largada, pegou o tobogã, botou o pé na estrada, e repetiu a vitória recente. Um colírio!
A BELA E A FERA
A joqueta Victoria Mota e o campeão da estatística, Bruno Queiroz, deram as duas melhores direções na reunião de terça–feira. No dorso de Los Manos, de Eduardo Moreira Diniz, e preparo de Flávio Guedes, sempre veloz e consistente, mas agora com nove anos, Victória Mota teve sensibilidade e competência. O páreo saiu muito veloz. E, ao perceber, que o seu conduzido não suportaria aquele ritmo, deu uma alça e esperou a reta final. Os rivais cansaram, e, então ela dominou a prova sem dificuldade. Manobra simples, tranquila e que permitiu provar, que mesmo um animal veloz, pode agradecer a atitude inteligente do seu piloto. Bruno Queiroz deu aula no dorso de Filho do Bem, do Haras Valentin, e bem apresentado por Ivan Jerônimo. Muitos detalhes. Por favor, vejam o filme. Frieza, serenidade, talento e muito rigor. A imagem será bem melhor do que as minhas mal traçadas linhas.
por Paulo Gama