A reabertura das corridas, no tradicional Hipódromo de Ascot foi um sucesso. Ainda mais, com presença de público liberada nas suas dependências. Afinal, os ingleses vivem situação bem diferente do Brasil, com relação a pandemia. Sol, empolgação, arquibancadas lotadas, páreos de alta qualidade, jóqueis e treinadores famosos, e o principal, puros–sangues corredores. Duas estrelas da festa, Palace Pier e Poetic Flare confirmaram o seu favoritismo para alegria dos aficionados.
Na prova de abertura, com rateio de 1,2 por 1, Palace Pier, montado por Frank Dettori, ganhou, com autoridade, o Queen Anne, Grupo 1. Mas, a maior exibição da tarde aconteceu na quarta prova, o St. James Stakes, Grupo 1, em 1.600 metros, na grama. Poetic Flare, conduzido por Kevin Manning, e preparado pelo consagrado treinador, J.S. Bolger, deu um passeio na raia de grama do hipódromo. O craque, sem dúvida um belíssimo animal, se exibiu com tamanha superioridade, que levantou a plateia pela sua exuberante atuação. Poetic Flare, além de bonito, corre demais.
Mas não parou por aí. Teve derrota surpreendente do velocista Battaash, que teve de se contentar com um decepcionante quarto lugar, na King’s Stand Stakes, conquistada por Oxted, montado por Cieren Fallon, e treinado por Roger Teal. Na quinta prova, o Ascot Stakes, duelo de tirar o folego entre Reshoun, montado por William Buick, e M C Muldoon, com Ryan Moore. Reshoun livrou meia cabeça. E para encerrar o magnífico festival, o triunfo da joqueta Hollie Doyle, no dorso do azarão Amtiyaz, numa prova de 2.800 metros. Uma tarde inesquecível para quem ama o turfe.
Por Paulo Gama