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Abril | 2021

Páreo Corrido, por Paulo Gama
06/04/2021 - 08h47min

AS PERDAS TURFÍSTICAS LAMENTÁVEIS DA PANDEMIA

Depois de um ano em ação, como se fosse um filme de terror, a pandemia do Corona Vírus deixou um rastro de destruição mundo afora. "Esta doença é um horror", desabafou esta semana o puxador de samba, Neguinho, da Beija–Flor. A declaração dramática, sem o habitual e generoso sorriso no rosto, chorava a morte do colega Agnaldo Timóteo, segundo o próprio Neguinho, a voz mais potente do Brasil. E o mesmo aconteceu, de maneira impiedosa, em todos os setores e camadas da sociedade. O vírus se mostrou democrático em sua inexorável e devastadora trajetória. O Covid 19 abateu pobres e ricos. Brancos e negros. Bandidos e mocinhos. Idosos e jovens. Bons e maus. Não levou em conta qualquer tipo de merecimento. Foram embora deste mundo os justos e injustos. Calmos e nervosos. Magros e gordos. Solidários e egoístas. Alegres e tristes. Todos sucumbiram sem dó e nem piedade. No meio do turfe não foi diferente.

No meu caso pessoal perdi dois grandes amigos. Armando Bastos, o popular "Gravatinha", figura lendária e folclórica do nosso turfe carioca, e Roberto Frederico Puzzone, mais conhecido como "Ciclista", companheiros de mesa na varanda, próxima ao padoque, na Tribuna Social. E pensar que eles, com 84 e 68 anos, respectivamente, se foram e me deixaram sozinho, com os meus 62, naquela pequenina mesa redonda, onde tantas vezes discutimos os três juntos, as chances dos cavalos, de cada páreo, nas últimas três décadas. Gravatinha telefonava para mim durante todos os primeiros meses de pandemia. Falava do Fluminense, da ausência das corridas em sua vida, algo que o machucava bastante. Depois, quando houve melhora nos números de casos e óbitos, e os páreos voltaram a ser realizados, ele correu logo para o prado carioca.

Roberto Ciclista era mais lúcido e prático. Bem diferente do Gravatinha, delirante e fantasioso, como se fosse um Dom Quixote dos tempos modernos. Dia sim e dia não, Roberto me ligava para falar do vôlei feminino, sua grande paixão, e também do Fluminense, traço comum entre nós três. Estava aborrecido por ter interrompido sua rotina de pedalar, entre 80 a 100 quilômetros por dia, e, também, o fechamento da academia, onde fazia musculação e comia refeição comedida, com arroz integral e salada. Fazia parte de um grupo de ciclistas veteranos, que acordavam de madrugada para pedalar. Os seus exames tinham resultados fantásticos e impressionavam os médicos pelos resultados, bem mais perto de um adolescente, e longe de um homem de quase 70 anos. O vírus nem tomou conhecimento disso.

Talvez o nosso entrosamento estivesse explicação nas diferenças. Gravatinha, um vendedor aposentado, profundo conhecedor das ruas, esquinas, becos e endereços de todo o Rio de Janeiro, ganhou a vida vendendo brinquedos e produtos de papelaria. Roberto era atleta sistemático, discreto e inimigo de sair da sua rotina. Os dois tinham em comum o profundo amor pelo turfe. Chegavam no hipódromo muito cedo. Roberto, depois das pedaladas, e Gravatinha, a tempo de almoçar no restaurante Derby. Quanto a mim. Bem, eu sou bem diferente de ambos. E, seja lá como for, ainda estou por aqui. Em comum com eles, a amor ao time de coração e as corridas.

Depois do falecimento destes dois grandes amigos, toda vez que chego ao prado e olho aquela mesa vazia, penso na música que o saudoso compositor e jornalista, Sérgio Bitencourt, fez para o seu pai, o extraordinário músico, Jacó do Bandolim. "Naquela Mesa". E, como se fosse um plágio, eu cantarolo para mim mesmo: "Naquela mesa está faltando eles. E, a saudade deles, está doendo em mim. Também nos deixaram, o carismático vascaíno, Daniel Netto, treinador de mão cheia, outro treinador, Jesus Batista Nogueira, e o seu tradicional cumprimento. E aí salvação?.  "Seu" Fernando, do Stud Terceira Margem, uma das pessoas mais gentis e educadas que tive o privilégio de conhecer, o intempestivo Ricardo Maluco, que se foi sem realizar o sonho de ser comentarias da TV do Jockey Club, e Saul, popular barbadeiro do salão de apostas da Social, amigo inseparável do Gravatinha, que foi antes dele para preparar a recepção a tanta gente boa deste mundo mágico do turfe.

SEMANA ESPECIAL

O turfista carioca terá semana bastante especial. Além da tentativa da craque Janelle Monae, do Haras Santa Rita da Serra, de obter a terceira vitória consecutiva de Grupo 1 e alcançar a cobiçada tríplice–coroa, no mesmo dia será disputado o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, o Derby. Outros seis páreos do calendário clássico serão corridos, e teremos vários dias de corridas seguidos. Ou seja, um banquete para lá de especial, para o mais exigente dos turfistas não colocar defeitos. Que o turfe possa distrair as nossas mentes e ajudar a superar as nossas próprias mazelas. Eu perdi, anteontem, o meu genro, Juarez, marido da minha filha, Graciele, que agora, terá que cuidar sozinha dos meus três netos, Estela, de 1 ano, João, de 5, e Rafaela, de 11.



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