O Jockey Club Brasileiro vai homenagear o saudoso jornalista Marcos Ribas de Faria, com a realização do clássico, com o seu nome, no próximo domingo, à tarde, no Hipódromo da Gávea, numa prova em 2.000 metros, na pista de grama. O campo reúne éguas de categoria, com inegável favoritismo para Mais Que Bonita, do Stud Eternamente Rio, e preparo de Luiz Esteves, que deixou escapar por pouco a tríplice–coroa na temporada passada. Além dela foram inscritas outras corredoras de alta qualidade, entre elas, Helquis, do Haras Santa Maria de Araras, a mais nova Casablanca, da mesma coudelaria, Olympic Dust, do Haras Regina, e Hacienda, do Stud Verde. Um páreo de excelente nível técnico.
Marcos Ribas, durante mais de 20 anos, foi colunista do antigo Jornal do Brasil, em que escrevia a famosa coluna "Volta Fechada", e assinava com o pseudônimo, Escorial, numa singela homenagem ao supercraque, que encantou o público turfista na década de 60, época em que foi tríplice–coroado. Tive o privilégio de trabalhar ao seu lado, na redação do JB, logo depois de me formar no curso de Comunicação da Faculdade da Cidade. Era um intelectual de alto gabarito, tradutor, crítico de teatro e cinema. Marcos Ribas também colaborou com o Jockey Club Brasileiro exercendo a função de handicapeur por vários anos. Deixou saudade.
PROVA DE FUNDO
A Prova Especial Waldmeister, em 2.500 metros, na grama, é a outra atração do domingo à tarde. O páreo homenageia um excepcional reprodutor, que marcou época nos campos de criação do país. He’s Gold, Mem Cade Ce e Mais Que Nada, sempre em evolução, aparecem como nomes mais categorizados da competição. Um páreo em que o folego dos competidores tem de estar em dia para pretender chegar no disco no primeiro posto. Sem futebol, vale a penas prestigiar os maratonistas.
Por Paulo Gama