O castanho Uttori, filho de Vettori e Umniyah, por Burooj, de criação e propriedade do Haras Estrela Nova, bem conduzido por Will Xavier, e apresentado em forma soberba por Roberto Solanês, foi o ganhador do Grande Prêmio Estado do Rio de Janeiro, 1ª prova da tríplice–0coroa de produtos, disputado ontem à tarde, no Hipódromo da Gávea, na distância de 1.600 metros, em pista de grama pesada. Lionel The Best, que correu pela primeira vez na farda do seu novo proprietário, Cristiano Mendes de Cordova Nascimento, formou a dupla, em final polêmico. O seu jóquei, Jorge Ricardo, alegou prejuízos nos metros finais. João da Jandinha, do Stud J. Lírio Aguiar, corrido na expectativa, foi o terceiro, com Roman Julian, do Haras Doce Vale, Jackson Pollock, do Stud Verde, no complemento do placar.
Depois de analisar a reclamação, a Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro decidiu pela confirmação do páreo. A tarde de tempo nublado contou com a presença ilustre do Governador do Estado, Cláudio Castro, sua mulher, e alguns dos seus secretários. A disputa de quatro páreos do calendário clássico, as duas provas da tríplice–coroa, e também o Grande Prêmio Escorial, e a Prova Especial Wild Event, motivaram os turfistas e a Tribuna Social recebeu ótimo público. As demais tribunas continuam interditadas devido a pandemia.
Roberto Solanês estava radiante com o triunfo de Uttori, um potro bastante promissor, segundo ele, e que havia perdido a prova preparatória, o Grande Prêmio José Buarque de Macedo, por pequena diferença, depois de percurso atribulado na reta final. Ricardinho explicou os motivos que o levaram a reclamar do resultado do páreo. " Quando o Uttori engrenou logo percebi que o Xavier correria para dentro. Então evitei o choque e levantei o meu cavalo por fora do dele. Não adiantaria permitir que os dois potros se chocassem. Ele seria desclassificado, mas eu perderia o páreo para o João da Jandinha, que avançava por fora. O que eu não esperava é que ele saísse na minha frente outra vez, com nítida má intenção", afirmou.
Por Paulo Gama