Mapa Mundi, criado pelo Haras Figueira do Lago, e de propriedade do Stud Xeque Mate, levou a melhor no duelo particular com Capitão Barbosa, do Stud Habeas Corpus, de criação do saudoso Stud Capitão, e levantou o Grande Prêmio Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, disputado ontem à tarde, no Hipódromo da Gávea, na distância de 1.900 metros, em pista de areia leve. Apresentado em boa forma por Dulcino Guignoni, Mapa Mundi desta vez não pode ser medicado de lasix, devido a prova ser de Grupo 3, e, talvez por isso, o triunfo veio a duras penas.
O desenlace da competição foi de arrepiar, com os dois jóqueis, Leandro Henrique e Henderson Fernandes se desdobrando no dorso dos seus pilotados. Mais uma vez, L. Henrique, não atoa batizado de "Braço de Mola", pelo locutor Thiago Guedes, conseguiu impor o seu incrível vigor físico. Aliás, o jovem pernambucano pode até não ser o preferido de alguns turfistas em alguns fundamentos técnicos. Porém, no quesito rigor, ninguém discute que ele é uma máquina de tocar. Ultrabom, Príncipe Daniel e Berlim Light chegaram bastante afastados dos dois competidores que decidiram a prova.
PICK 7
O Movimento Geral de Apostas deixou a desejar outra vez. Os cofres do Jockey Club Brasileiro faturaram apenas R$ 688.132,38, num dia ensolarado e de pista de grama leve, a do programa. No domingo passado, o faturamento foi um pouco melhor, com R$ 712.993,16. Entretanto, serviu de consolo para os turfistas a premiação paga pelo JCB aos dois felizardos acertadores do Pick 7, que faturaram R$ 55.246,88, cada um, numa programação em que o maior favorito da tarde, Mapa Mundi, ganhou.
Por Paulo Gama