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Outubro | 2020

Páreo Corrido, por Paulo Gama
05/10/2020 - 21h58min

TRIBUTO A FARDA OURO, COM COSTURAS AZUIS E BONÉ OURO

Nos meus primeiros passos no turfe, no início da década de 70, vários nomes de reprodutores, matrizes e grandes campeões das pistas povoavam a minha mente juvenil. Eu ouvia falar de Fomastérus, Felício, Fort Napoleon, Albatroz, Helíaco, Quati, o "Gigante Dourado, Maki, Kublai Khan, Fontaine, entre tantos outros. Todos eles eram membros ilustres da história dos Haras São José e Expedictus, da família Paula Machado, iniciada em Rio Claro, no distante ano de 1906. Linneo de Paula Machado, apaixonado pelo turfe, e seu pai, Francisco Villela de Paula Machado, foram grandes empreendedores do esporte no Brasil. E, gradativamente, ajudaram a escrever algumas das mais belas páginas do turfe nacional.

A geração da letra "A", da importante coudelaria, no final dos anos 70, e o início da letra "B", no ano seguinte, marcaram para sempre a minha existência turfística. Aporé, cavalo ligeiro e duro, jamais derrotado na raia leve, proporcionou, em 1979, a Juvenal Machado da Silva, o primeiro triunfo da sua coleção de cinco vitórias no Grande Prêmio Brasil. Juvenal assinou duas montarias no programa oficial, o próprio Aporé, e o mais velho, Tibetano, que havia vencido o Grande Prêmio São Paulo. Gabriel Meneses, jóquei titular da coudelaria, ficou com o craque Amazon, fácil ganhador do Grande Prêmio 16 de Julho. Os alto–falantes confirmaram a presença de Aporé em cima da hora, a dois páreos antes da corrida. E, enquanto os rivais esperavam por Amazon, opção de Gabriel, que corria atrás para atropelar, Aporé galopou de ponta a ponta para a consagração.

Esta mesma geração da letra "A" produziu ainda African Boy, tríplice–coroado nesta mesma temporada, sempre conduzido pelo freio Edson Ferreira. Ao contrário de Aporé, ele tinha nítida preferência pela raia pesada. Além dele, na mesma fornada vieram os clássicos, Apple Honey, Aporema e Aragonais. Nos domingos de confirmação da raia de grama era até covardia para os outros puros–sangues medirem forças com esta geração extraordinária. Na geração consecutiva, da letra "B", o expoente máximo foi Baronius, cavalo que atuava no fundo do lote e arrancava como se fosse um bólido nos 400 metros finais. Montado pelo chileno Gabriel Meneses, eles formavam uma dupla espetacular. Baronius com sua incrível aceleração, e Meneses com a sua energia absurda para tocar os cavalos.

Inesquecível para qualquer turfista lembrar a imagem de Baronius atropelando aberto, por fora dos adversários, e Gabriel Meneses com o seu rigor, no chamado "No rolê do Gringo", famoso bordão da época, do saudoso locutor, Ernani Pires Ferreira. Baronius, por um pecado do destino, foi derrotado no GP Brasil de 1980, numa reta conturbada, em que a manta de Gabriel foi agarrada por José Queiroz, que montou Dark Brown, no início de sua atropelada. O vencedor foi Big Lark, com o seu piloto, Antônio Bolino, batendo aberto, e atingindo o olho de Baronius com o chicote. O páreo acabou sendo confirmado, depois de longo julgamento.

No final da década de 80, surgiu Itajara, sem dúvida o cavalo mais mediático de todos os tempos. Até o cronista João Saldanha, deixou o futebol de lado, deu um pulo no Hipódromo da Gávea para ver o Derby. Saldanha, encantado com a facilidade do triunfo de Itajara, e perplexo com a multidão batendo palmas de pé, de maneira sincronizada em todas as cinco tribunas do prado, escreveu nas páginas do Jornal do Brasil: "Itajara, o cavalo do povo! ".

Itajara arrastava as multidões ao hipódromo carioca. Todos tinham curiosidade de conhecer quem era o cavalo, que aos domingos, no Programa, Fantástico, da Rede Globo, deixava os rivais a meia reta de distância. "Itajara tem uma avenida na frente! Itajara é um fenômeno! Itajara é um craque imbatível", gritava Ernani Pires Ferreira a plenos pulmões. E Itajara nunca foi derrotado. Correu sete vezes e ganhou todas. Um problema de tendão o afastou das pistas e o levou à reprodução.

Virginie e Be Fair também consagraram nas pistas a criação da Família Paula Machado com a dupla conquista da tríplice–coroa de potrancas. Virginie surgiu inexpugnável, logo depois de Itajara sair de cena. Era chamada por Ernani Pires, em suas narrações, de "Itajara de saias". E sem dar fôlego aos concorrentes, a seguir apareceu Be Fair. Depois de ganhar com firmeza as três provas da coroa e chegar a consagração, ela foi inscrita no Derby, prova em que Super Power, do Stud Rio Aventura, tentava a tríplice–coroa dos potros.

Num duelo histórico, entre os dois líderes da geração, o potro conseguiu livrar pequena vantagem em cima do disco, num embate incrível entre Juvenal Machado da Silva e Carlos Lavor. Ao fundo, na cabine de transmissão de Ernani Pires, foi possível ouvir os gritos de Luís Urubatan Carlos, outro saudoso locutor, e fã incondicional de Juvenal: "E dá–lhe Nanau! E dá–lhe Nanau! ". Bons tempos da farda ouro, com costuras azuis e boné ouro, que reluzia na pista de grama carioca e iluminava os domingos de sol, de um tempo que, infelizmente, não voltará jamais...   

PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO – Hang Loose, do Stud By Winner’s, reapareceu em estado atlético resplandecente, aos cuidados do craque Venâncio Nahid. E, vendendo saúde por todos os poros, deu um galope na pista de grama do hipódromo carioca, numa demonstração de que em breve poderá voltar a se aventurar na esfera clássica. Um show de competência do consagrado treinador.

JOQUEADA DA SEMANA – Carlos Lavor esteve impecável no dorso de Norwegian Warrior, do Stud J.C.N, e preparo perfeito de Joelson Pessanha. Num páreo de ritmo forte, o experiente piloto soube esperar o momento certo de se aproximar do pelotão de frente e também a fração de segundo exata para dominar a carreira e obter em belo triunfo. Aliás, tem montado muito pouco o fabuloso piloto.

PERSONAGEM–   O aprendiz L. Chimenes é mais uma grata revelação da Escola de Aprendizes do Jockey Club Brasileiro. Soube aproveitar a ausência e V. Espindola, que estava suspenso, e deitou e rolou a raia carioca. Bom largador, percurso prático e bastante tranquilidade nos momentos decisivos. Tem tudo para ir longe na profissão.

 



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