MAIS QUE BONITA A UM PASSO DA ETERNIDADE
Mais Que Bonita, potranca de propriedade do Stud Eternamente Rio, ganhadora das duas primeiras etapas da tríplice–coroa carioca, o GP Henrique Possolo e o GP Diana, tentará, no próximo domingo, dia 7 de junho, entrar para a galeria das tríplices–coroadas, no GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro. O campo da competição recebeu apenas 10 inscrições. Entretanto, durante toda a história da coroa, na ala feminina, sempre foi tarefa árdua completar a missão de vencer as três provas. Indian Chris, da Fazenda Mondesir, Virginie e Be Fair, dos Haras São José e Expedictus, Old Tune, do Haras Internacional, e No Regrets, do Haras Doce Vale, chegaram lá. Todas elas eram craques incontestáveis. Consistentes, versáteis e valentes. A pensionista de Luís Esteves tem demonstrado estas virtudes e, portanto, num dia inspirado pode entrar para esta lista histórica, no próximo domingo à tarde.
O DERBY DO CAOS
O Jockey Club Brasileiro deveria tentar liberar a entrada dos criadores e proprietários dos puros–sangues envolvidos nas duas provas de Grupo I, do final de semana, na Gávea. Por coincidência, a 3ª prova da tríplice–coroa, o GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro, e o GP Cruzeiro do Sul, tiveram o mesmo número de inscrições, 10 concorrentes em cada páreo. Seria enorme frustração para um criador ou proprietário ganhar o páreo dos sonhos, o Derby, e ter de assistir a prova pela televisão. O mesmo se pode dizer do proprietário de uma tríplice–coroada. Num hipódromo grandioso, como é o da Gávea, não me parece que possa ser considerado aglomeração, um total de 40 pessoas, 20 criadores, e o mesmo número de proprietários, se distribuírem na Tribuna Social. Basta fazer o convite a todos os envolvidos e solicitar que as pessoas não se dirijam ao padoque, antes dos jóqueis montarem. Na Tribuna não haverá qualquer tipo de problema de proximidade, com tanto espaço para tão poucos espectadores.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Não consegui decidir entre Last Colony, do Stud Invencibile, e Perverso, do Stud Golden Horses, ambos muito bem apresentados por Cláudio Peixoto de Almeida e José Antônio Lopes, respectivamente. O empate me pareceu justo. C. P. Almeida, aos poucos, supera o desastre que representou em sua careira o falecimento do titular do Stud Capitão. Aprendeu bastante com as dificuldades, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Talentoso e dedicado, ele possui comovente amor à profissão. Aos poucos tem colhido os frutos de suas qualidades José Antônio Lopes, o Biduca, é um profissional admirável. Apresenta os seus pensionistas sempre em estado atlético invejável. No galope de apresentação, os seus cavalos demonstram estar prontos para o que der e vier.
JOQUEADA DA SEMANA
Baita qualidade deste jovem, Bruno Queiroz. No dorso de Kim Basinger, do Stud H&R, e preparo do consagrado Dulcino Guignoni, ele autografou a conquista da estatística desta turbulenta temporada do COVID 19, 2019/2020. O páreo saiu em ritmo forte, e, ele, pela linha 1, optou por não entrar na briga prematura. Deixou a sua conduzida ficar por dentro, e acompanhar a prova nas suas mãos. A partir dos 800 metros finais, ela começou a sobrar nas patas das rivais. Bruno não se apavorou. Com a tranquilidade dos grandes jóqueis, vislumbrou a passagem por dentro. Teve então, a ousadia e a convicção de passar por um paredão de adversárias, no momento exato. E o mais importante, a tempo de defender a pule de R4 1,90 dos turfistas na Super Tri. Está montando o fino. Referência a ser batida nas próximas temporadas cariocas.
PERSONAGEM
Luís Esteves deu as cartas nas duas reuniões semanais. No sábado, ganhou três carreiras através de Melhor Maneira e Jackson Pollock, do Stud Verde, e Grata Serrana, do Haras Nijú. No domingo, apresentou Hot Jazz, do Stud Vale do Lago, em forma atlética exuberante. Confiante, arrojado e talentoso, tem escrito algumas das mais belas páginas da sua carreira de treinador nos últimos anos. E, como gosto sempre de ressaltar aqui neste espaço. Fez três inscrições no Grande Prêmio Brasil, Voador Magee, Quarteto de Cordas e George Washington, e ganhou todos. Invicto, até agora, na mais importante prova do turfe brasileiro. E mole, ou quer mais?
SÃO PAULO
Em ritmo de Roberto Casella na locução, e Jair Bala, nos comentários, as corridas de Cidade Jardim foram invadidas pelo turfe paranaense. Nos seis primeiros páreos da sexta–feira só se ouvia falar nos proprietários, jóqueis e treinadores de lá. Uma avalanche! E no dia seguinte, nas duas provas de Grupo I, o show do Haras Cima, com os seus dois craques brilhando nas provas de Grupo I. Fast Jet Court, numa atropelada fatal, no GP João Cecílio Ferraz, e este maravilhoso, Dashing Court, no tradicional GP Juliano Martins. Um craque, que corre como se estivesse brincando com os adversários. Parabéns a O. Zantedeschi, V.S. Paiva e V. Rocha, e a toda a equipe da coudelaria por um trabalho tão extraordinário. E o meu reconhecimento pessoal aos outros profissionais do Paraná, M. Decki, A. Menegolo Neto, A.B Pereira, entre outros, que tem demonstrado a força desta turma boa e competente de Curitiba. Um show!
