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Junho | 2020

Os solos de guitarra de Eric Clapton
01/06/2020 - 11h10min

A televisão a cabo tem sido valorosa aliada nos tempos quarentena. Controle da TV na mão, almofadas nas costas para ficar confortável no sofá e geladeira abastecida são outros ingredientes fundamentais. A gente está pronto para ficar em casa e brincar de pique-esconde com o Corona Vírus. Zap, Zap e Zap. Aperto o controle de um canal para outro. Procuro uma parada hospitaleira. O Canal Arte 1, número 53, na Net, está exibindo a reprise de um show do lendário guitarrista, Eric Clapton, em 2013. Portanto, ainda não existia o COVID 19. Respiro aliviado. Enfim, havia encontrado um porto seguro. Adoro música. Com a mesma intensidade da paixão por turfe e futebol. O magnífico músico inglês, Eric Clapton, agora com 75 anos, acompanhado por sua impecável banda, executava alguns solos divinos na sua guitarra, instrumento em que é considerado um dos melhores da história.

No palco do Baloise Session, na Suíça, um público comportado, já começava a trocar o comedimento cultural, por generosos aplausos e alguns gritos, ainda encabulados. Repertório eclético. Solos extraordinários do guitarrista. E o estilo inconfundível do astro internacional. A banda, com músicos de alto gabarito, executava um som de qualidade, que mais parecia vir do paraíso, tocado por anjos celestiais. Infelizmente, existiam os intervalos comerciais, a cada série de três ou quatro músicas. Aí, eu pegava o controle e dava aquela zapeada básica para xeretar um outro canal.

PRIMEIRO INTERVALO

Por uma questão de instinto, apertei o Canal 4, da Net, o da TV do Jockey Club Brasileiro. Na tela, as corridas de Tampa Bay Downs. Em termos de turfe americano, trata-se de um hipódromo apenas razoável, mero coadjuvante se comparado a Belmont Park, Santa Anita ou Gulfstream Park, por exemplo. De repente, apareceu o nome de Marcelo Almeida no campo do páreo. Jóquei brasileiro, ganhador por duas vezes do GP Brasil, com Lord Marcos e Velodrome. Há 20 anos, quando era jóquei contratado do Haras Anderson, fui o seu agente de montarias. Decidi assistir à corrida e torcer por ele. Depois, eu voltaria para o show do Eric Clapton. A égua alazã, Gimmea, pagava 7 por 1. O ritmo da carreira era forte e Marcelinho deixou a sua conduzida no fundo do lote. Nos 300 metros finais atropelou e venceu. Confesso ter me emocionado, quando, em cima do disco, ele socou o ar e comemorou. Sensação boa a de ver um brasileiro ganhar tão longe de casa. A alma da gente fica lavada.

Zap. De volta ao show do Eric Clapton. O artista tinha deixado de lado a guitarra. Tocava alguns dos seus grandes sucessos ao violão. Que belo instrumento! Aplausos de pé do público suíço. A plateia estava conquistada pelo talento do artista e as suas belas melodias. O instrumental refinado da banda e os acordes sofisticados e criativos deixavam a atmosfera da casa e show com um astral maravilhoso. E encantava a todos a generosidade do protagonista, que apontava, dizia o nome e pedia aplausos para cada um dos membros do seu conjunto. Mais um comercial. Zap.

SEGUNDO INTERVALO

Estava na hora do RJ/TV. Fui dar uma olhada na TV Globo. Operação policial. Um helicóptero sobrevoa a comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo. Barulho de tiros e granadas. Até parece a Faixa de Gaza. Mas não é. Os policiais invadem uma casa. Marcas de tiros nas paredes, nos móveis e em tudo o que há pela frente. Um grupo de crianças e adolescentes largaram os controles do vídeo game. Estão deitados no chão. João Pedro, 14 anos, não se mexe. O primo, Mateus, grita em vão pelo seu nome. João Pedro foi baleado. Mateus pede ajuda. Ele é levado para o helicóptero. "O sonho dele era ser advogado", da entrevista o pai, em lágrimas. O corpo só aparece no outro dia no Instituto Médico Legal.  Uma vida e vários sonhos interrompidos. Zap. Respiro fundo e volto para o show.

    Deixei o noticiário de lado. Estava muito pesado. Eric Clapton tocava alguns flashbacks. A cada música, o guitarrista solicitava a presença de um dos membros da banda na frente do palco. Primeiro o segundo guitarrista, depois, o terceiro, no baixo. A seguir, as luzes focadas no tecladista, e, por fim, no baterista. Cada um dava o seu show particular, e Eric Clapton, modestamente, assumiu o papel de coadjuvante, temporariamente. Sensacional! Veio então mais uma parada comercial. Zap!

TERCEIRO INTERVALO

Fui para a Globo News. A matéria era sobre a crise no sistema de saúde do Rio de Janeiro. Denúncia de fraudes em licitações, contratos superfaturados, obras irregulares, equipamentos médicos esperados, que jamais chegavam e hospitais com atraso para serem inaugurados. Logo em seguida, passou a imagem do subsecretário de saúde algemado. Para evitar o desânimo e a sensação de impotência decidi dar um Zap e voltar para o show. Eric Clapton e sua banda estavam inspirados. Era a reta final do show. O público suíço dançava e não economizava nos aplausos. Eric Clapton fez uma sequência de solos inacreditável. A plateia foi ao delírio, "Un grand finale".

INTERVALO RÁPIDO

Não esperei para ver os aplausos demorados. Zap. Fui para a CNN Brasil, canal 77, na Net. A matéria agora era sobre o desaparecimento dos pertences de três vítimas fatais do Covid 19 em hospitais do Rio. As famílias, arrasadas com a perda dos entes queridos, tinham ainda que passar pelo constrangimento de procurar as bolsas, mochilas, documentos e roupas dos falecidos. Aí já era demais. Decidi voltar para o Eric Clapton. De repente, ele tinha decidiu dar uma canja, um bis. Nada feito. O show tinha terminado. Desliguei a televisão e peguei um livro para ler. 

por Paulo Gama



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